(pintura de Molly Slattery: coat of arms)
A corda de braços enrola o medo
reduz o espaço que resta.
Sempre vejo uma corda de braços
riscando o resto do medo
ocupa o espaço reduzido
dentro do muro.
Sempre sinto o muro.
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
(pintura de Molly Slattery: coat of arms)
A corda de braços enrola o medo
reduz o espaço que resta.
Sempre vejo uma corda de braços
riscando o resto do medo
ocupa o espaço reduzido
dentro do muro.
Sempre sinto o muro.
The snow is snowing, the wind is blowing
But I can weather the storm!
What do I care how much it may storm?
I've got my love to keep me warm.
I can't remember a worse December
Just watch those icicles form!
What do I care if icicles form?
I've got my love to keep me warm.
Off with my overcoat, off with my glove
I need no overcoat, I'm burning with love!
My heart's on fire, the flame grows higher
So I will weather the storm!
What do I care how much it may storm?
I've got my love to keep me warm.
(Instrumental)
Off with my overcoat, off with my glove
I need no overcoat, I'm burning with love!
My heart's on fire, the flame grows higher
I will weather the storm!
What do I care how much it may storm?
I've got my love, I've got my love,
I've got my love to keep me warm.
(compositor Irving Berlin; canta Mildred Bailey)
Há outra coisa que já há muito tempo queria dizer: não percebo porque é que no site da Presidência da República há um separador com o nome de Maria Cavaco Silva.
A que propósito? Qual o papel ou a relevância de se saber das actividades de Maria Cavaco Silva na Página Oficial da Presidência da República?
Que eu saiba a Presidência da República é um cargo unipessoal. Elegemos uma pessoa, não um casal ou uma família. É absolutamente deplorável esta importação bacoca, deslumbrada e descabida de hábitos americanos que se estão, insidiosamente, a alastrar à Europa.
Outro caso disparatado, na ditadura daquilo a que se convencionou chamar politicamente correcto, é a reprovação social e os protestos das feministas (?) pelo facto da Ministra da Justiça francesa Rachida Dati ter regressado ao trabalho poucos dias após o nascimento da filha. As mulheres e os homens têm direito a gozar as licenças de maternidade e paternidade, não são obrigados a fazê-lo.
Mas que liberdade, hein?
Tinha planeado escrever sobre muitos assuntos, todos já descascados e dissecados, esgrimidos e explorados por muitas pessoas.
Do caso Esmeralda que, segundo as notícias que foram saindo no Correio da Manhã, desde Outubro de 2004 a Janeiro de 2009, transformaram o Baltazar num triste pai que se batia galhardamente pela filha, resultante de uma relação ocasional com uma brasileira, mas que tinha assumido logo que tinha sido provado que era mesmo filha dele; que transformara um casal que recebeu uma criança à margem de todos os trâmites legais das mãos da mãe, e que se negou a acatar as ordens dos tribunais, recusando a entrega da criança ao pai e fugindo da justiça num casal de heróis que lutavam por uma criança que tinha sido abandonada pelo pai. Do caso de uma criança que foi e é o joguete dos adultos, todos com as mais nobres intenções, mas que não cumpriram a lei, que se serviram e foram tragados pelo circo mediático que se montou desde 2007, com as emoções e a manipulação da opinião pública, pelas mais nobres intenções mas que não devem, não podem, interferir com o poder judicial.
Da entrevista de Sócrates que lhe correu bem, apesar da atrapalhação em explicar as ajudas e as garantias ao BPP. Da inacreditável conduta de Ricardo Costa que confunde independência e rigor informativo com má educação e arrogância descabida.
Do debate que se tem travado sobre a clarificação do PS e de Sócrates quanto às suas intenções governativas e na dependência de ter ou não a maioria absoluta nas próximas eleições. Pois quanto a mim seria muito útil que Sócrates se demarcasse totalmente de possíveis alianças à direita, leia-se PS e CDS/PP, caso não consiga mais de 50% dos lugares na Assembleia da República.
Da perda de credibilidade de Manuel Alegre e da ala esquerda do PS que preferiram as contabilidades de votos a seguir, segundo os próprios, a sua consciência e as suas batalhas de esquerda, somada à perda de credibilidade da posição do BE após o artigo de Luís Fazenda.
Enfim, de muitos outros assuntos como o desafio de Manuela Ferreira Leite a Sócrates, a mais do que deplorável actuação de Israel ao invadir a Faixa de Gaza, robustecendo politicamente as franjas mais extremistas do Hamas, com quem deveria ter tentado negociar, do problema do fornecimento de gás monopolizado pela Rússia. E claro, da inevitável gripe e da omnipresente crise.
Enfim, estamos todos à espera que Obama tome posse.
(caricatura de John Cox)
Adenda: vale a pena ler este post do Pedro Correia.
(pintura de Nicolas Staël: composition)
I.
Olhos ardentes
mãos inquietas
rugas abruptas
no absoluto rigor
do medo.
II.
Abrem-se
veios nas pedras
sangram
rios de vozes
entre
mantos verdes
reacende-se
o brilho
do mundo.
Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...