Livrarias especializadas em poesia:
Poetria
Ruas das Oliveiras, Galeria Comercial, 72, Porto
Poesia Incompleta
Rua Cecílio de Sousa, 11, Lisboa
Eventos de poesia:
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
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Aqui está uma excelente notícia. Felizmente a proposta de 65 horas como tecto máximo de horas de trabalho por semana foi chumbada pelo Parlamento Europeu.
(aguarela de Edvard Munch: grupo e trabalhadores)
Esperei pela anunciada entrevista a Manuel Alegre para tentar perceber quais eram exactamente as bases da alternativa ao poder de que ele é o porta-voz e o impulsionador.
Em primeiro lugar percebi que Manuel Alegre estaria disposto a protagonizar uma base de apoio para uma coligação com o PS, caso este não alcançasse a maioria absoluta, para que o PS tivesse um movimento, um partido, uma base programática que puxasse a sua governação (que Manuel Alegre acha maioritariamente de direita) para a esquerda.
Depois Manuel Alegre confessa que tem a convicção que José Sócrates jamais se coligaria com o tal movimento / partido / entidade, portanto seria uma alternativa de esquerda a uma eventual coligação de direita.
No entanto Manuel Alegre não explicitou de que modo seria possível concretizar em votos, em percentagem eleitoral, essa alternativa, visto que não assumiu que seria necessário fazer um partido ou uma coligação de partidos, pois não é possível, com a nossa lei eleitoral, que um movimento de cidadãos concorra às legislativas.
Por outro lado foi dizendo, às vezes quase entre dentes que esperava que tudo acabasse em bem, e que o que ele desejava é que o PS governasse à esquerda.
A palavra esquerda foi muitíssimo repetida por ele, em oposição ao seu julgamento do PS governamental que, segundo ele mesmo, quis desmantelar o SNS, está a destruir a escola pública e a não apostar na qualidade e eficiência dos serviço públicos, para além de ter aprovado um código de trabalho de direita.
Ao longo de toda a entrevista não só nunca explicou concretamente em que se baseava para semelhantes acusações ao governo, nunca explicitando as razões exactas para além de generalidades, frases feitas e ideias vagas, nem apresentou medidas alternativas concretas que demonstrassem a bondade de esquerda da sua alternativa.
Não ficámos a saber como se iria qualificar a escola pública nem porque é que a avaliação dos professores a está a destruir; ficámos sem saber se foi a reorganização da rede de urgências, urgente e absolutamente necessária para que toda a população tivesse acesso a cuidados de saúde qualificados e em tempo útil; se a reestruturação das maternidades que permite que todas as grávidas tenham direito a ser assistidas por técnicos com a experiência e competência exigida por normas internacionais; se a reforma dos cuidados de saúde primários, crucial para uma verdadeira reforma do SNS; se a política do medicamento; se o esforço para a sustentabilidade financeira do SNS; que medidas estavam a destruir o SNS e quais as que, em alternativa, se propunham. Continuámos sem saber o quê, em concreto, está errado no novo código de trabalho.
Assisti à entrevista com um misto de esperança e de desilusão. Não basta dizer muitas vezes esquerda, social, desfavorecidos, liberdade, direita, contra, resistir, não basta conhecer a sonoridade das palavras e saber utilizá-la. A ausência de qualquer ideia concreta, nova, de facto revolucionária ou reformadora, de uma nova forma de encarar os problemas, a crise, os valores, foi patente.
Que alternativa é esta?
Santana Lopes é o candidato do PSD por Lisboa.
Manuela Ferreira Leite e os seus apoiantes, que ganharam o último congresso do PSD, perderam a última réstia de credibilidade. O PS tem oposição apenas à esquerda, o que favorece o crescimento da extrema esquerda.
Pois é uma enorme perda para o PS e para o país, para além de um péssimo sinal no que diz respeito à existência (ou não ) de soluções várias para os problemas políticos, económicos e sociais que enfrentaremos na próxima legislatura, que não se faça um debate de ideias no congresso do PS.
Unidade não significa imobilismo.
Estou muitas vezes em desacordo com Manuel Alegre, Mário Soares ou Pacheco Pereira. Acho que as intervenções que os militares na reserva e na reforma têm tido a propósito dos problemas das Forças Armadas podem ser contraproducentes e descredibilizar as próprias chefias militares. Não me lembro de ter concordado nunca com Santana Lopes e penso que a SEDES é um grupo de direita que tem como objectivo o poder.
Mas textos como este que reduzem estas pessoas e este grupo, assim como outros que não nomeiam, a oportunistas que estão no poder há 34 anos, a servirem-se do estado, a acumularem riquezas para eles e para as famílias, com falta de carácter e de amor pátrio, que pretendem incendiar a sociedade nem sei bem com que fins, parecem-me mais perigosos para a saúde da democracia e para a tão falada cultura democrática que tudo o que eles dizem ou disseram.
Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...