25 abril 2008

25 de Abril


 


Já passaram 34 anos desde o 25 de Abril e a nossa democracia é uma realidade. Tem defeitos? Pois tem, defeitos de uma sociedade que é feita por pessoas, que vive e se transforma diariamente.

Era uma miúda em 1974 mas absorvi aqueles tempos como uma esponja e a alegria, o voluntarismo, o optimismo, a irrealidade que se vive nos sonhos tocou-me profundamente. Não há nada que se consiga sem a ingenuidade e a utopia de quem começa. E o país começou, ou recomeçou muita coisa.

O coro de vozes soturnas e azedas que se lamentam todos os anos e que vaticinam o pior para o que há-de vir é cansativo e enervante. Só quem não quer ver é que pode sequer comparar a qualidade de vida, o desenvolvimento económico, a prosperidade de Portugal antes e depois do 25 de Abril.

Ao fim de 3 décadas muito mudou e muito há para mudar. A celebração deste dia renova-nos a esperança pois podemos ter a certeza de que a democracia, o bem-estar e a liberdade são possíveis, são alcançáveis e estão nas nossas mãos.

Que se façam sessões solenes na Assembleia da República, que se façam manifestações e marchas, que se façam concertos, exposições, piqueniques, manhãs de praia ou na cama, que cada um celebre o dia à sua medida, nunca esquecendo que desconhecer o passado é comprometer o futuro.

Este é um dia de festa para todos. Não há mais ou menos democratas, não há melhores ou piores herdeiros da revolução. Somos todos filhos da madrugada.

23 abril 2008

Filme de terror

Há um bocado passou um filme de terror na televisão, mais precisamente na RTP-N , sem avisos nem bolas vermelhas.

De uma assentada desfilaram Patinha Antão, Mendes Bota, Ribau Esteves, alguns discorrendo sobre a maravilha de uma hipotética candidatura de Alberto João Jardim à liderança do PSD.

Como me dizia alguém: mas ele tem tropas no Contnente?

Pelos vistos está a arregimentá-las a uma velocidade vertiginosa. Deve ser por isso que estou meio zonza, até um pouco nauseada.


 


Não me importa


 


(pintura de Carole B.Perret: Tourbillon Automnal )


 


 


 


Não me importo de escrever e falar, de ouvir e perguntar 
de gostar e saborear, de rir e de chorar 
de te ver, de te beijar 
não me importo de me importar.

Mas já me importa o ter que haver, que somar
que guardar, que reter, que empacotar
que segredar, que esconder, que suspirar
pelo gosto que tenho em viver e tudo dar.


 


 


E então, depois deste desafio, a que espero ter conseguido responder, lá terei que o estender a outros lados:


 


Amigos de Peniche


Cuaoleu


Grama a Grama


o enigma e o espelho


bonstempos hein?


Astro Que Flameja


cocó na fralda


 


Pois é, e assim será.

Seriedade

Ouvi, muito de raspão, S. José Almeida, no Rádio Clube Português, defender que Sócrates não teria maioria absoluta, facto que se depreendia por existirem muitíssimos insultos ao Primeiro-Ministro, na forma de cartazes, assobios, manifestações e urros (a forma pela qual se processavam os insultos são uma adenda minha).

Gostava de saber quais foram os Primeiros-ministros , das Finanças, da Saúde, da Educação, do Trabalho, da Agricultura, de tudo o resto, que não foram insultados, apelidados de gatunos, vigaristas, incompetentes e outros mimos, por anónimos cidadãos e por digníssimos representantes da Nação, desde a alvorada da liberdade.

Também ouvi, boquiaberta, que o tema do fórum TSF de hoje era a reforma das relações laborais, documento de trabalho apresentado ontem aos parceiros sociais. É claro que todo o povo passou a noite de ontem a estudar e a digerir o dito documento e está apta a declamar opiniões avisadas numa rádio perto de si.

Seriedade, é o que é, seriedade nos debates e nas opiniões, para que todos lucremos com o espectáculo a que temos direito.


 


(Link disponibilizado aqui.)

Frei Tomás


Tem que se retirar a demagogia da discussão da área da Saúde e transformá-la num compromisso sério e solidário para que todos os portugueses tenham acesso ao sistema nacional - Pedro Nunes, Bastonário da Ordem dos Médicos


 


Bem prega Frei Tomás: faz o que ele diz, não faças o que ele faz.


 


A mudez perante o indizível

Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...