16 março 2008

Avante clandestino

Através do Almanaque Republicano fiquei a saber que estavam disponíveis, para consulta online, os números clandestinos do jornal Avante. Gulosamente visitei imediatamente o site. Tenho a impressão que todos os portugueses têm uma enorme curiosidade por estes anos e muito respeito por quem o editou, distribuiu e leu, independentemente das suas ideias políticas.


 


Mas o motor de busca é um pouco complicado. Estive a tentar procurar o que haveria escrito no Avante sobre o pacto germano-soviético, mas ainda não consegui. Parecem-me motores de busca mais para conhecedores do Avante do que para comuns e interessados mortais.


 


De qualquer forma é um ganho extraordinário, como se diz agora, um verdadeiro serviço público.

15 março 2008

E os brincos?

Sugiro à bancada parlamentar do PS que proponha uma urgente e prestimosa proposta de lei que inclua a proibição de furar as orelhas às criancinhas para colocar brincos. Acho mesmo que antes dos 18 anos não se deveria permitir tal barbaridade. Ou mesmo nunca, pois é uma marca vitalícia.

13 março 2008

Pescador da barca bela




Pescador da barca bela,
Onde vais pescar com ela,
Que é tão bela,
Oh pescador?

Não vês que a última estrela
No céu nublado se vela?
Colhe a vela,
Oh pescador!

Deita o lanço com cautela,
Que a sereia canta bela...
Mas cautela,
Oh pescador!

Não se enrede a rede nela,
Que perdido é remo e vela
Só de vê-la,
Oh pescador!

Pescador da barca bela,
Ainda é tempo, foge dela,
Foge dela,
Oh pescador!

(poema de Almeida Garrett; pintura de Etienne Gaspard: low tide I)

12 março 2008

Aprender com os erros

Ao contrário do que Vitalino Canas diz, quando se faz um balanço de um período de trabalho, podemos orgulhar-nos e apontar os objectivos atingidos, as vitórias, mas obrigatoriamente devemos reconhecer as derrotas, os erros, o que não foi conseguido, para que se perceba porquê. 

Os erros podem e devem ter uma função pedagógica – evitar que se repitam, corrigir actuações infelizes, reorientar o esforço noutra direcção. 

A esquizofrenia dos avanços e dos recuos existe, mas é o próprio PS um dos grandes responsáveis por este estado psicótico, pois insiste em repetir exaustivamente chavões e palavras descabidas em relação ao governo. Uma das coisas que se pede ao partido do governo é que seja uma ponte entre o executivo e a população que o elegeu. Se, no partido, apenas se ouvem vozes glorificantes, que acham que estudar os erros cometidos, porque foram cometidos erros, obviamente, é uma perca de tempo, não me espanta que os cidadãos que apoiaram e votaram neste PS saiam à rua. 

Mais do que as políticas que têm sido desenvolvidas, melhor ou pior, é a vã glória, este estilo de arrogância bacoca que leva as pessoas a indignar-se, pois tanto pedantismo da parte daqueles que deviam estar atentos, respeitando as críticas e tentando rebatê-las com resultados, não com oratória vazia, são um hino à ira da tal classe média que está farta da crise. 

Gosto que haja firmeza e capacidade de decidir. Ainda bem que um governo democraticamente eleito não tem medo de decidir. O que se dispensa são estes porta-vozes que armam uma parede invisível, em volta dos governantes, que oculta a realidade, na esperança de se manterem encostados ao poder.

11 março 2008

Madrid, 11 de Março de 2004


 


Há 4 anos.

Casa nova

Pois é. Decidi mudar-me de armas e bagagens para este sítio, com a ajuda do Der Terrorist , da Maria João Nogueira e do Pedro Neves (do blogs sapo).


 


Ainda não sei muito bem como isto funciona. Mas espero que, em breve, todas as diferenças sejam para melhor.


 


O template ficará semelhante, espero, mas ainda vai demorar um pouco.


 


Quanto aos comentários a que eu respondi, mas ainda na outra casa, peço desculpa pela descontinuidade, mas falhei por um dia.


 



(pintura de Dennis Hollingsworth)

09 março 2008

Contra o terrorismo

Espero que hoje os nossos vizinhos espanhóis votem maciçamente e exprimam o seu repúdio pelo terrorismo da ETA.

Espero que Zapatero ganhe.

A mudez perante o indizível

Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...