12 janeiro 2008

I hope that I don't fall in love with you

Well I hope that I don't fall in love with you
'Cause falling in love just makes me blue,
Well the music plays and you display your heart for me to see,
I had a beer and now I hear you calling out for me
And I hope that I don't fall in love with you.

Well the room is crowded, people everywhere
And I wonder, should I offer you a chair?
Well if you sit down with this old clown, take that frown and break it,
Before the evening's gone away, I think that we could make it,
And I hope that I don't fall in love with you.

Well the night does funny things inside a man
These old tom-cat feelings you don't understand,
Well I turn around to look at you, you light a cigarette,
I wish I had the guts to bum one, but we've never met,
And I hope that I don't fall in love with you.

I can see that you are lonesome just like me,
And it being late, you'd like some company,
Well I turn around to look at you, and you look back at me,
The guy you're with has up and split, the chair next to you's free,
And I hope that you don't fall in love with me.

Now it's closing time, the music's fading out
Last call for drinks, I'll have another stout.
Well I turn around to look at you, you're nowhere to be found,
I search the place for your lost face, guess I'll have another round
And I think that I just fell in love with you.

(Tom Waits: I hope that I don't fall in love with you)

O problema

O problema maior é a sensação de que tudo é decidido por circunstâncias, pressões, conveniências e arranjinhos. O problema maior é a sensação de que os estudos, as ideias, os objectivos, as estratégias, as visões, não existem.

O problema maior é que já nem o vemos como um problema. Encolhemos os ombros e abanamos tristemente a cabeça, e continuamos com a nossa vida, avolumando-se nas nossas cabeças frases velhas, azedas, frustradas e descrentes.

O problema maior é mesmo nem querermos saber qual é o problema.

Fragmento

Mesmo que não encontre
a flor a letra
o fragmento único
irrepetível
que seja exactamente
o que te falta
mesmo que a terra
me não devolva
a pegada
da tua passagem
acordarei se a porta
se encostar
abrirei os olhos
se os teus encontrar.

(trabalho de Ann Trinkle: Dream Door)

10 janeiro 2008

Extreme makeover

Não vale a pena dizer que acho uma falta de ética política o facto de não ter sido cumprida uma promessa eleitoral de Sócrates. Já aqui afirmei várias vezes que esses são os erros que se pagam caro. Se calhar não directamente Sócrates, mas a falta de confiança que se instala e que corrói a democracia.

Há pelo menos uma coisa positiva: está decidido, podemos avançar. Assim como a decisão sobre a localização sobre o novo aeroporto. Não sei é se vai ser mantida esta decisão, visto que a Ota estava determinada há muitos anos.

Não faço ideia de qual é a melhor solução. Mas interesses há-os dos dois lados, de quem defenda a Ota ou Alcochete. Ganharam os interesses de Alcochete. Esperemos que sejam coincidentes com os do país.

Outra coisa que não percebo é como certas pessoas se mantém no governo, como Mário Lino e aquele Secretário de Estado que tinha receio que os reformados não soubessem gerir a astronómica soma de 19€ que o estado lhes deve. Talvez fosse melhor fazerem um extreme makeover para ver se ninguém mais os reconhece na rua.

Totoloto

Não acerto uma!

08 janeiro 2008

Referendo

Vários jornais online e rádios consideram certo que o Tratado de Lisboa será ratificado pelo Parlamento.

Eu ainda espero para ouvir amanhã o Primeiro-Ministro anunciar na Assembleia da República que honrará o seu compromisso pré-eleitoral. Pois até já estou à espera de um jantar com boa companhia no Café de S. Bento.

07 janeiro 2008

Escuro e viscoso

Estamos instalados no reino das suspeitas, dos cantos escusos e viscosos, das nevoentas incertezas.

Tudo o que diz respeito ao BCP, ao Banco de Portugal, à CGD, à CMVM, ao Jardim Gonçalves, ao Joe Berardo, ao Vítor Constâncio, ao Paulo Teixeira Pinto, ao Luís Filipe Menezes, ao Ribau Esteves, ao Paulo Portas, ao Teixeira dos Santos, ao Santos Ferreira, ao Armando Vara, ao José Sócrates, ao Bagão Félix, ao Balsemão, ao José Manuel Fernandes, enfim, a todos esses nomes e outros que me não lembro, correspondendo a rostos que se passeiam pelos televisores, tudo é muito estranho.

O melhor será, pela calada da noite, fugirmos todos, e deixarmos o país só para eles.

(fotografia de (?): Empty darkness)

A mudez perante o indizível

Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...