06 janeiro 2008

Moral pública

Morreu Luíz Pacheco, um escritor maldito e um homem livre.

No tipo de sociedade que estamos a construir, cheia de proibições e moralismos, de saúde e virtudes higiénicas e ecológicas, de puritanismos e fundamentalismos comportamentais, será que Luíz Pacheco teria lugar?

Informalidade

O encontro dos ministros foi informal porque apareceram quase todos sem gravata, com ar de fim-de-semana.

04 janeiro 2008

Toque a reunir

A pressão para a demissão do ministro da saúde continua. As televisões abrem todo os dias os telejornais com peças longuíssimas sobre os encerramentos das urgências. O que está a dar agora é Anadia.

Veremos se José Sócrates defende o interesse público ou se verga à pressão do público.

02 janeiro 2008

Enguia

É difícil ser-se mais enguia sorridente que Vitalino Canas, o eterno porta-voz do PS. Em tudo está de acordo com o Sr. Presidente, e em tudo o governo tem as mesmas preocupações que o Sr. Presidente, e em tudo o PS tem as mesmas preocupações que o Sr. Presidente.

Oráculo (2)

Seria importante que os portugueses percebessem para onde vai o País em matéria de cuidados de saúde. Poderiam, assim, avaliar melhor aquilo que tem sido feito.

Este recado do discurso Presidencial (destacado meu) era destinado ao editorialista do Público, Manuel Carvalho, que não está atento aos pormenores que interessam.

Oráculo (1)

Perante as dificuldades de crescimento da nossa economia, perante a angústia daqueles que não têm emprego e a subsistência de bolsas de pobreza, devemos concentrar-nos no que é essencial para o nosso futuro comum, e não trazer para o debate aquilo que divide a sociedade portuguesa.
Não desviemos as atenções do que é verdadeiramente importante.


Para mim é este o excerto do discurso de Cavaco Silva em que é presidencialmente vetado o referendo ao Tratado de Lisboa.

Tenho jeito, não tenho?

Outro Oráculo.

01 janeiro 2008

À esquerda

Como diz José Teófilo Duarte (Uma outra economia), sempre que Cavaco Silva fala andam todos à cata de divergências com o governo.

O Presidente fez um discurso apelando ao trabalho e à responsabilidade de todos, referiu-se à melhoria dos indicadores económicos, ao aumento do desemprego, ao aprofundamento do diálogo, à falta de justiça, à necessidade de melhorar a educação, ao esclarecimento do rumo da política de saúde, às desigualdades na distribuição da riqueza.

Esse foi mesmo o único ponto onde o Presidente foi bastante explícito: são indecorosos os ordenados dos directores de algumas empresas.

Pediu rigor, estudo, responsabilidade e transparência, solidariedade. Fez um discurso inclinado para a esquerda.

Adenda: aqui está o discurso de Cavaco Silva.

A mudez perante o indizível

Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...