04 novembro 2007

Somebody to Love

Can anybody find me somebody to love?
Each morning I get up I die a little
Can barely stand on my feet
Take a look in the mirror and cry
Lord what you're doing to me
I have spent all my years in believing you
But I just can't get no relief, Lord!
Somebody, somebody
Can anybody find me somebody to love?

I work hard every day of my life
I work till I ache my bones
At the end I take home my hard earned pay all on my own –
I get down on my knees
And I start to pray
Till the tears run down from my eyes
Lord - somebody – somebody
Can anybody find me - somebody to love?

(He works hard)

Everyday - I try and I try and I try –
But everybody wants to put me down
They say I'm goin' crazy
They say I got a lot of water in my brain
Got no common sense
I got nobody left to believe
Yeah - yeah yeah yeah

Oh Lord
Somebody – somebody
Can anybody find me somebody to love?

Got no feel, I got no rhythm
I just keep losing my beat
I'm ok, I'm alright
Ain't gonna face no defeat
I just gotta get out of this prison cell
Someday I'm gonna be free, Lord!

Find me somebody to love
Can anybody find me somebody to love?

(Queen: Somebody to love)

Entretenimento

Pois é, ainda não consegui a migração para o domínio. Não sei porquê, mas talvez dentro de uns dias.

E assim andei entretida todo o dia. Nem falei da biografia de Cesário Verde que Maria Filomena Mónica escreveu, nem sobre o meu incómodo por se apontarem cidadãos a dedo que, embora acusados de crimes de pedofilia não estão ainda condenados, ou seja, não se provou ainda que são culpados, aguardando meses e anos com a vida suspensa, neste e noutros crimes, que horror de justiça que temos.

Também não falei da tristeza que senti quando, há dias, uma colega me confessou que está desmotivada de tudo, do trabalho, do emprego, do país, que cada vez é mais difícil viver aqui, porque se sente desprotegida, abandonada, que não se acalentam os sonhos, as competências, a felicidade.

Nem sequer tive muito tempo para meditar neste e noutros factos domingueiros, pois a possibilidade de fazer passar fome cá em casa despertou a ancestral cuidadora que (ainda) há em mim, tendo-me esfalfado à volta de um arroz de cogumelos e de uma mousse de pêssego.

Como disse Virgínia Woolf (pelo menos assim vem citada na Notícias Magazine de hoje): Matar o anjo do lar faz parte do ofício de escritora. Pois eu acrescentaria que faz parte de qualquer ofício que não seja anjo do lar.

Nem assinalei o 2º aniversário de um dos melhores blogues que conheço, pela riqueza e profundidade com trata inúmeros assuntos, e pelo humor corrosivo e inteligente. Parabéns ao A. Teixeira.




(pintura de Peggy McGivern: cooking)

Mudanças

Não sei muito bem o que estou a fazer. Neste momento mudei para um domínio personalizado, signifique o que significar. Espero que não deapareça na estratosfera.

www.defenderoquadrado.com

Boa sorte para todos, principalmente para mim.

Adenda: não desesperem. Eu já estou quase.

Afinal parece que é http://blogue.defenderoquadrado.com.

31 outubro 2007

Excertos dos Diários de Adão e Eva

A propósito deste post, com um texto de Yvette Centeno que fala de corpos e almas, da fusão dos corpos e das almas, lembrei-me de um maravilhoso livro de Mark Twain que há uns anos foi traduzido e publicado em Portugal, pela editora Cavalo de Ferro, que se intitula Excertos dos Diários de Adão e Eva (Extracts from Adam's Diary, no original).

É um livro cheio de ternura e de uma sábia serenidade. Deixo apenas a frase que encerra os diários, escrita por Adão: Onde quer que ela estivesse era o Éden.

O livro está esgotado na Cavalo de Ferro, mas há uma outra editora que apostou nele: Coisas de Ler - O Diário de Adão e Eva.

Imperdível.

30 outubro 2007

Big Brother Bancário

Sugiro ao BCP e ao BCI, e a outros bancos que se queiram associar, que resolvam os problemas das fusões amigáveis, OPAS hostis e outros assuntos importantes, participando num Big Brother Bancário.

A RTP poderia ser o canal responsável pelo concurso, com a Fátima Campos Ferreira no papel de Teresa Guilherme. Para a Casa poderiam convidar o Jardim Gonçalves, o Joe Berardo, o Fernando Ulrich, Filipe Pinhal, Paulo Teixeira Pinto, Paula Teixeira da Cruz, Vítor Constâncio, Ana Gomes, António Carrapatoso, Ricardo Salgado, Helena Roseta, Carlos Ferreira, Santana Lopes e António Pinho. Enfim, também poderiam ir a Maria Barroso e claro, a Ana Maria Lucas, para fazer uma certa ligação com os outros concursos, e para ambientar os novos concorrentes à Casa.

Depois os espectadores votavam todas as semanas, expulsando regularmente um dos concorrentes. Quem ganhasse, ficava com tudo.

Era muito mais interessante, e seguramente mais produtivo, tratar dos negócios da banca assim, tudo às claras, tudo ao sol, tudo na TV.

28 outubro 2007

Escutas e SIS

Sou totalmente ignorante no que diz respeito a serviços de informações de segurança (SIS), portugueses ou outros, mas gosto imenso de ler livros e de ver filmes de espionagem.

Por isso, na minha total e absoluta ignorância, acho extraordinário o coro de protestos que se levanta quanto à possibilidade de se utilizarem escutas telefónicas pelo SIS.

Então não são utilizadas? Deve ser mesmo o único país o mundo que não utiliza escutas telefónicas para prover à segurança e vigilância dos cidadãos, principalmente em época de tanto terrorismo.

Claro que isto é só extrapolando da ficção para a realidade. A imaginação dos realizadores e os escritores é imensa e nem é costume basear-se em casos reais.

Estatuto do aluno

Maria de Lurdes Rodrigues, após um mandato em que dava a impressão de se pautar pelo rigor e pela exigência, querendo terminar com a política do “eduques”, deu uma machadada terrível na sua credibilidade ao aprovar um estatuto do aluno.

É assim que se reduz drasticamente o abandono escolar – acabar com os chumbos por faltas injustificadas e inventar umas provas de recuperação para encobrir a verdade – a partir de agora é legal não por os pés nas aulas.

Mas que forma fantástica e original de melhorar a performance do sistema educativo.

A mudez perante o indizível

Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...