04 março 2007

Mas que grande trabalheira!

Depois de uma tarde de trabalho insano (!) não sei se a pesquisa vai ter alguma utilidade. Já introduzi algumas palavras que deram cerca de 19 000 resultados! Experimentei o Google search engine mas não percebi nada e, francamente, chega de me penitenciar por hoje.

Até porque deixei de falar sobre o assunto de momento, que já o é há vários dias, pois Paulo Portas encarregou-se de o ir lembrando, caso o fôssemos esquecendo, o seu tão badalado regresso à vida política activa.

Será que ele pensa que ainda consegue enganar alguém?

Depois o outro assunto de momento, que também já se arrastava eternamente, o da OPA da SONAE à PT. É tudo bastante maiúsculo, nomeadamente o galo com que deve estar Belmiro de Azevedo, e o nariz torcido de alguns defensores do Mercado, tais como José Manuel Fernandes.

Será que a OPA do MILLENNIUM ao BPI, tão ou mais maiúscula que a anterior, também vai encolher e tornar-se… minúscula?

Ah, pois, é claro, eu não percebo o Mercado, de facto não, mas como diz António Menezes Cordeiro, citado por A. Teixeira: “A OPA ganha-se com dinheiro (…)” e foi isso que Belmiro de Azevedo não quis, ou não pôde largar…

03 março 2007

Recomeçar

A ignorância é muito atrevida!

Resolvi começar a melhorar o template. Fiz tudo o que me mandaram, gravei o template que tinha, etc. Só que, não sei porquê, depois de fazer save, o blogue resolveu não aceitar o template, revoltou-se, e mostrou uma mensagem incompreensível, dizendo vagamente que a linguagem não era a correcta!

Fiz novamente o download, mas ele recusou-se terminantemente a colaborar. Como de computês não percebo rigorosamente nada, fiquei capaz de arrancar os cabelos de desespero!

Tive que mudar tudo. A figura do perfil foi a única coisa que se salvou. Mas, já que mudei TUDO, mudei também o perfil!

Vamos ver se me habituo (o motor de pesquisa está ligeiramente esquisito...).

Socorro!

Quem te manda, sapateiro, tocar tão mal rabecão?

01 março 2007

Noite

Negro barco
pedra fumo
negro arco
perde rumo.

Ergue véu
quebra cor
estala céu
cala dor.

Arde neve
sopra ser
ao de leve
anoitecer.

(Pintura de vidro de Althea Braithwaite: glass sea)

Reciclar

Serenamente arrumei
o cabide dos ombros,
metodicamente desossei
as bengalas das pernas,
aplicadamente desatarraxei
vértebra a vértebra.

Com as mãos em pás
esperançadamente atirei
a carne desabada:
ecologicamente reciclei.


(Aguarela de Mary Burke: recycle)

27 fevereiro 2007

Cartas de Iwo Jima

Mar e areia negra, pesada. Vozes rituais, rudes, parcas. Silêncios doridos, grandes, enevoados. Olhos cheios, brilhantes, imensos.

Solidão e brancura no meio da guerra, dos estrondos, do horror, do destino, da morte, do inevitável. Cartas em que se mantém a ligação com a vida, em que se despe a rigidez e a amargura. Cartas enterradas com a honra, com a morte, com o inevitável.

A sobriedade da cor, dos gestos, dos sentimentos, o rigor dos planos, os silêncios, o mar, a areia, o que se cala, o que se descobre no inimigo, o inimigo que se incorpora no corpo do soldado, o que se vacila.

O respeito com que Clint Eastwood filmou o inimigo, a dor dos homens, de todos os homens que têm que cumprir uma missão aniquiladora, a guerra na sua versão mais dura e depauperada, na sua versão de glória interior.

26 fevereiro 2007

Protocolos (2)

(continuação do post anterior)

  • Montijo (64) encerramento do SU; protocolo: (…) Centro Hospitalar Barreiro/Montijo, a missão do Hospital Distrital do Montijo será redefinida, com base na reorientação da capacidade instalada, criando condições para uma melhor resposta da actividade ambulatória (cirurgia de ambulatório, MCDT, consulta externa) e uma resposta qualificada na área de cuidados continuados. (…) Unidade Hospitalar do Montijo aumentará o número de valências (…) futuro Centro Hospitalar, apostar-se-á na cirurgia de ambulatório, designadamente nas especialidades de otorrino, oftalmologia e cirurgia geral. (…) Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo encetará esforços no sentido da criação de uma unidade de convalescença no futuro Centro Hospitalar. (…) transporte de doentes, em situação aguda, referenciados às urgências médico-cirúrgicas e/ou polivalente, será reforçado com uma ambulância SIV sedeada no município do Montijo. (…) actual “serviço de urgência” do Hospital Distrital do Montijo manterá o seu modo e horário de funcionamento até à constituição do Centro Hospitalar Barreiro/Montijo, assegurando um Serviço de Urgência Básico. (...) Após doze meses da constituição do Centro Hospitalar, a respectiva administração, em concertação com os centros de saúde e em directa articulação com os municípios envolvidos, reavaliará a malha de atendimento e transporte da população da respectiva área de atracção nas situações agudas e de urgência. (…) eventual alargamento dos horários de atendimento dos Centros de Saúde até às 22h00 horas, todos os dias úteis, e das 09h00 às 15h00 aos fins-de-semana e feriados (…)

Afinal, e até agora, apenas nos casos de Macedo de Cavaleiros e do Montijo não foram seguidas as recomendações que constam do relatório final. No primeiro caso, por não estarem asseguradas as condições de acessibilidade mínimas; no segundo caso decidiu-se seguir os exemplos de Fafe e de Santo Tirso, não percebi porquê.


Afinal quem mais se aproximou da verdade foi o JN. Houve uma derrota política do ministro, pois não conseguiu, por si só, implementar a sua política, tendo necessitado do apoio de Sócrates que, assim, o fragilizou.


Mas não têm razão os que falam em recuo na reestruturação da rede de urgências. O que está a ser feito é o que estava planeado, com ajustes e caso a caso, como é razoável e indipensável.


Ainda bem, porque assim ganhamos todos. Quanto ao papel dos jornais e dos jornalistas, penso que há matéria e factos para cada um tirar as suas próprias conclusões. As minhas, infelizmente, não são as mais agradáveis no que diz respeito à sua independência, rigor e competência.

A mudez perante o indizível

Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...