17 fevereiro 2007

“Broken Bicycles/Junk”

Broken Bicycles



Broken bicycles, old busted chains

Rusted handlebars, out in the rain

Somebody must have an orphanage for

All these things that nobody wants anymore



September's reminding July

It's time to be saying goodbye

Summer is gone, our love will remain

Like old broken bicycles out in the rain



Junk



Motorcars, handlebars

Bicycles for two

Broken-hearted jubilee

Parachutes, army boots

Sleeping bags for two

Sentimental jamboree



"Buy! Buy!" says the sign in the shop window

"Why? Why?" says the junk in the yard



Broken Bicycles



Broken bicycles, don't tell my folks

'Cos all those playing cards pinned to the spokes

Laid out like skeletons out on the lawn

The wheels won't turn when the other half's gone



Seasons can turn on a dime

Somehow I forget every time

For the things that you've given me

Will always stay

They're broken

But I'll never throw them away







[Tom Waits (Broken Bicycle) / Paul McCartney (Junk); Elvis Costello, Anne Sofie Von Otter – For the Stars (2001)]

"Broken Bicycles"

Broken bicycles,

old busted chains,

with busted handle bars

out in the rain.

Somebody must

have an orphanage for

all these things that nobody

wants any more

September's reminding July

it's time to be saying good-bye.



Summer is gone,

our love will remain.

Like old broken bicycles

out in the rain.



Broken Bicycles,

don't tell my folks;

there's all those playing cards

pinned to the spokes,

laid down like skeletons

out on the lawn.

The wheels won't turn

when the other has gone.

The seasons can turn on a dime,

somehow I forget every time;

for all the things that you've given me

will always stay

broken, but I'll never throw them away.





[Tom Waits: Broken Bicycles (One from the Heart, 1982)]

16 fevereiro 2007

Ausência


Olho lentamente na tua direcção
como se atravessasse a memória
da tua ausência.
Respondem-me asas. Na imaginação
sinto a tua presença.


(pintura de Arnaud Juncker: absence)

Paredes

Os passos que constroem paredes
ressoam alto nas sombras.
Ao fundo esperam-me cantos
de luz.
Seja eu capaz
de descobrir os anéis do tempo
nas pedras

com que caminho e construo paredes.

(fotografia de Hugo Madeira)

Peculato

A situação na Câmara de Lisboa é surrealista. Não se consegue perceber a honestidade política de um indivíduo, funcionário público, que sabia há cerca de 3 meses que era arguido num processo relacionado com as funções que exerce nesse cargo público, e não dizer nada a ninguém, sabendo que, para além de tudo o que é decência, da sua posição dependerá a viabilidade política da Câmara.

Isto é verdadeiramente inacreditável. E se o PS tivesse algum candidato credível, ou seja, excluindo o João Soares, o António José Seguro e outros que tais, já teria clamado por novas eleições, tal como o BE tem feito.

Mas com candidatos ou sem eles, não possível manter a Câmara da capital do país neste estado!

Trabalho

Alguma coisa tem de mudar na nossa administração pública, nomeadamente no que diz respeito aos vínculos contratuais e à flexibilidade de emprego.

O despedimento de mais de 3000 estagiários que completam o seu estágio profissional, para o qual foi investido muito dinheiro, para depois não se aproveitarem aqueles que se distinguem pela motivação, pelo empenho e pela competência, apenas e só porque a enormíssima quantidade de funcionários públicos que existe, tantos com fraca produtividade, com fraco empenho e com fraca competência, entope qualquer possibilidade de renovar os quadros de pessoal e de dar emprego aos jovens, que precisam de iniciar a sua vida adulta e autónoma.

É claro que não há artes mágicas que, num abrir e fechar de olhos, solucionem um problema crescente nas nossas sociedades tecnológicas e automatizadas. O trabalho transforma-se num luxo, num privilégio a que só alguns têm acesso. Mas a prestação dos representantes dos trabalhadores tem que olhar para essa fatia da população, tem que defender propostas que dêem hipóteses aos mais jovens.

Em Portugal o movimento sindical, na sua generalidade, tem tentado manter aquilo que já não é possível manter, tem tentado defender o trabalho de quem já tem trabalho, em vez de defender a possibilidade de todos terem acesso ao trabalho, em igualdade de circunstâncias, com o mínimo de dignidade.

Estes jovens são usados depois como mão-de-obra barata, sem protecção social, sem qualquer vínculo, por precário que seja, sem qualquer horizonte de continuidade, de formação, de realização profissional.

Eu não sei quais são as soluções. Mas alguma coisa tem de mudar, e depressa!

A demissão

A notícia da demissão em bloco da direcção do DN deixou-me triste. Tenho vindo a comprar o DN e a gostar cada vez mais dele, principalmente desde que António José Teixeira assumiu a direcção. Tem feito um esforço para melhorar a qualidade dos seus conteúdos e um esforço de isenção (nem sempre conseguido, diga-se em abono da verdade).

A redução do número de leitores e assinantes dos jornais diários, ditos generalistas, prende-se com a tendência geral da comunicação, com crescimento do audiovisual e redução da escrita, e não com a diminuição da qualidade do DN. Mesmo que haja uma aposta na qualidade do jornal, na especialização dos jornalistas para que possam informar com rigor, no aprofundamento das análises por gente credenciada e capaz, mesmo assim, estou convencida que continuará a diminuir o número de compradores. Mas também me parece que a aposta num formato superficial, telegráfico e folclórico levará ao mesmo.

O problema é que, se calhar, o número de leitores de um jornal sério não chega para muitos projectos editoriais. Nesse sentido, tenho pena que o DN esteja a ficar pelo caminho. Não merece.

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...