A notícia da demissão em bloco da direcção do DN deixou-me triste. Tenho vindo a comprar o DN e a gostar cada vez mais dele, principalmente desde que António José Teixeira assumiu a direcção. Tem feito um esforço para melhorar a qualidade dos seus conteúdos e um esforço de isenção (nem sempre conseguido, diga-se em abono da verdade).
A redução do número de leitores e assinantes dos jornais diários, ditos generalistas, prende-se com a tendência geral da comunicação, com crescimento do audiovisual e redução da escrita, e não com a diminuição da qualidade do DN. Mesmo que haja uma aposta na qualidade do jornal, na especialização dos jornalistas para que possam informar com rigor, no aprofundamento das análises por gente credenciada e capaz, mesmo assim, estou convencida que continuará a diminuir o número de compradores. Mas também me parece que a aposta num formato superficial, telegráfico e folclórico levará ao mesmo.
O problema é que, se calhar, o número de leitores de um jornal sério não chega para muitos projectos editoriais. Nesse sentido, tenho pena que o DN esteja a ficar pelo caminho. Não merece.
A redução do número de leitores e assinantes dos jornais diários, ditos generalistas, prende-se com a tendência geral da comunicação, com crescimento do audiovisual e redução da escrita, e não com a diminuição da qualidade do DN. Mesmo que haja uma aposta na qualidade do jornal, na especialização dos jornalistas para que possam informar com rigor, no aprofundamento das análises por gente credenciada e capaz, mesmo assim, estou convencida que continuará a diminuir o número de compradores. Mas também me parece que a aposta num formato superficial, telegráfico e folclórico levará ao mesmo.
O problema é que, se calhar, o número de leitores de um jornal sério não chega para muitos projectos editoriais. Nesse sentido, tenho pena que o DN esteja a ficar pelo caminho. Não merece.


