Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
16 novembro 2006
15 novembro 2006
Empresários
"Feira de emprego cancelada por falta de comparência das empresas"
Esta é uma das razões do estado a que a nossa economia chegou. Os empresários portugueses, que acusam o estado de ser omnipresente, de desperdício, de gastar os recursos dos contribuintes mal gastos, os empresários que querem que o estado despeça funcionários e incentive o desenvolvimento da iniciativa privada, os empresários que entendem o aumento de lucros como uma diminuição do custo da mão de obra, esses empresários não se interessam por conferências sobre emprego científico, não vêm importância na investigação científica nem no investimento no saber.
Esta é uma das razões do estado a que a nossa economia chegou. Os empresários portugueses, que acusam o estado de ser omnipresente, de desperdício, de gastar os recursos dos contribuintes mal gastos, os empresários que querem que o estado despeça funcionários e incentive o desenvolvimento da iniciativa privada, os empresários que entendem o aumento de lucros como uma diminuição do custo da mão de obra, esses empresários não se interessam por conferências sobre emprego científico, não vêm importância na investigação científica nem no investimento no saber.
A igualdade da desigualdade
Maria Antónia Palla revelou a sua enorme surpresa relativamente ao facto de o governo, a partir de 1 de Janeiro de 2007, acabar com as comparticipações do estado para o sub-sistema de saúde dos jornalistas.
Diz ainda Maria Antónia Palla que o secretário de estado lhe assegurou que era por uma questão de princípio e de igualdade. E então ela profere palavras sábias: que a igualdade só é igualdade no respeito pelas diferenças e, tartamudeando, qualquer coisa sobre a saúde dos jornalistas que penso que nem ela própria percebeu.
Pois é, quando se trata de acabar com a ADSE e com a ADME e com outros sub-sistemas (o que acho bem, desde já o afirmo), acabando com regimes de excepção injustificáveis, há o acordo e o aplauso geral. Mas quando essa igualdade se pretende generalizada, começam a aparecer as diferenças na igualdade!
Diz ainda Maria Antónia Palla que o secretário de estado lhe assegurou que era por uma questão de princípio e de igualdade. E então ela profere palavras sábias: que a igualdade só é igualdade no respeito pelas diferenças e, tartamudeando, qualquer coisa sobre a saúde dos jornalistas que penso que nem ela própria percebeu.
Pois é, quando se trata de acabar com a ADSE e com a ADME e com outros sub-sistemas (o que acho bem, desde já o afirmo), acabando com regimes de excepção injustificáveis, há o acordo e o aplauso geral. Mas quando essa igualdade se pretende generalizada, começam a aparecer as diferenças na igualdade!
Imperdível
AMADEO DE SOUZA-CARDOSO
15 Novembro 2006 a 14 Janeiro 2007
Fundação Calouste Gulbenkian
Centro de Arte Moderna
Sede, Piso 0 e 01
Comissariado:
Helena de Freitas e Catarina Alfaro (adjunta)
(Pintura de Amadeo de Souza-Cardoso: Entrada)
(Pintura de Amadeo de Souza-Cardoso: Entrada)
Odisseia
Fui recebida pelo vento que me ia virando o guarda-chuva, pela rajada de água quer me foi encharcando, em banhos cíclicos e gelados, ao longo do caminho entra a porta da rua e a porta do carro. Começou pelos pés, cobertos por botas que não aguentaram a invasão líquida, depois as meias, as calças, a gabardina, a camisola, o chapéu, tudo o que tinha vestido ficou mais pesado e mais rígido, abrandando o passo e aumentando o frio que se entranhava nos ossos.Atravessar as ruas com lagos junto aos passeios, ver por onde andava com o guarda-chuva quase pregado à cara, perceber os alertas amarelos das luzes dos carros antes de estarem mesmo em cima de mim, acrescentou uma aura de mistério e perigo à odisseia invernal de chegar ao carro.
Começou o Inverno, com chuva, frio, vento e noites antecipadas. Como deve ser.
14 novembro 2006
Compras de Natal
Aproveitando a época de Natal, em que o comércio se queixa da falta de vendas e da falta de dinheiro, as editoras aproveitam para dar à luz alguns livros com nomes que chamem compradores, ou pela hipótese de boa literatura (real ou virtual) ou pela hipótese de boa fofoca. Santana Lopes e a editora (Zita Seabra) aproveitam.
Luís Delgado, depois de ter constatado a diferença abissal entre as várias e muitas vezes imaginativas versões jornalísticas sobre os casos da época, espantando-se com as histórias fantásticas que inventam, muito mais interessantes do que o tédio da realidade, congratulou-se por, finalmente, ficarmos a saber a verdade de Santana Lopes em confronto com as palavras do Presidente Sampaio, esquecendo-se que este também deve ter a sua verdade.
Enfim, todos temos que nos recrear com histórias leves e giras, com a gente do nosso jet-set.
Boa sorte para o espírito natalício!
Luís Delgado, depois de ter constatado a diferença abissal entre as várias e muitas vezes imaginativas versões jornalísticas sobre os casos da época, espantando-se com as histórias fantásticas que inventam, muito mais interessantes do que o tédio da realidade, congratulou-se por, finalmente, ficarmos a saber a verdade de Santana Lopes em confronto com as palavras do Presidente Sampaio, esquecendo-se que este também deve ter a sua verdade.
Enfim, todos temos que nos recrear com histórias leves e giras, com a gente do nosso jet-set.
Boa sorte para o espírito natalício!
12 novembro 2006
Espera por mim
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