
Ouvi, de forma intermitente, o curto discurso de tomada de posse do novo Procurador-Geral da República.
No país da maravilhosas leis e da fuga para a frente, quando não parece haver soluções fáceis, ouvir um indivíduo com esta responsabilidade dizer que o essencial é aplicar as leis, levanta a moral e aviva a esperança.
Outro aspecto que me agradou enormemente foi a responsabilização de toda a sociedade na luta contra a corrupção:
(…) em cada povo e em cada época tem que existir aquele mínimo de valores éticos a respeitar, e subjacentes à feitura e aceitação das leis (...)
(…) é fundamental a criação de um juízo de censura, de um desejo de punibilidade existente na consciência moral do homem médio, que por isso deve ser sensibilizado para o problema (…)
(…) não havendo essa consciência moral e a certeza de que todos serão tratados de igual forma, existindo antes a convicção de que todos se governam e de que a corrupção é um mal menor e inevitável, os esforços contra a corrupção serão sempre votados ao fracasso (…)
Finalmente temos outro Procurador-Geral da República. Desejo-lhe a ele, e a nós, muitas felicidades.