
Nas várias deambulações a pé e de carro dos dias anteriores, passei por diversas vezes pelo Parque do Retiro, enorme jardim/parque, inicialmente desenvolvido para o Palácio del Buen Retiro (séc. XVI e XVII), tendo-se tornado público a partir do século XIX.

Estes jardins formam um conjunto grosseiramente rectangular, que está rodeado por várias portas de entrada e saída e por grandes artérias da cidade.
Passear pelo Retiro é caminhar, respirar, observar árvores, lagos, fontes, monumentos, palácios, cães a puxar os donos, crianças nas cadeirinhas, desportistas a correr, velhinhos e velhinhas a descansar.



Como para mim tudo é labiríntico, entrei pela Calle de Alfonso XII, andei às voltas por cerca de 2 horas e fui ter... à Calle de Alfonso XII. Mas o pior é que queria ir em direcção à Porta de Alcalá, mas fui exactamente no sentido oposto, ou seja, em direcção à estação de Atocha que, por sinal, está em obras.
Escusado será dizer que, cansadíssima, resolvi regressar ao alojamento para recuperar.
Esperava-nos uma noite de flamenco, no Café Ziryab, onde se assiste a um espectáculo com um dançarino e duas dançarinas, um cantor e um guitarrista, durante cerca de uma hora e meia.

Acompanhado de um bom vinho e unas tapitas para picar, foi uma noite muito bem passada e diferente.
Admiro este bailado cantado, que fiquei a apreciar ainda mais quando, no CCB, em 2006, assisti ao Ballet Nacional de España, precisamente com um espectáculo excelente de flamenco. Também Carlos Saura tem um filme que se chama precisamente Flamenco, de 1995, que vale muito a pena ver.
Mais um dia bem passado, junto de quem tanto gosto e que, mais uma vez, foi um anfitrião sem mácula.
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