02 novembro 2020

Do atraso das bruxas

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Afinal até as vassouras estão com problemas, provavelmente devido à pandemia. E hoje chegaram as bruxas e os bruxedos a minha casa.


Começou logo de manhã, mesmo de manhãzinha. Como tenho treinos a toda a hora e momento, que se alteram consoante as possibilidades e as disponibilidades do serviço, é perigoso tomar por certo que os horários não precisam de ser confirmados diariamente.


Sendo assim, lá fui confiada e pontualmente às 07:30 para o ginásio, não sem antes andar de trás para a frente à procura de uma máscara que, pelos vistos, desapareceu durante a noite. É claro que a PT, que NUNCA se atrasa nem NUNCA falta não estava. Algo me disse que deveria confirmar o treino no calendário do telemóvel (agora até para entrar no ginásio é preciso a app no telemóvel) e, de facto, confirmei que NÃO havia treino.


Regressei a casa sem sequer fazer 10 minutos de passadeira. Há que aproveitar para descansar as perninhas.


Mas a manifestação das forças ocultas foi forte e avassaladora no momento em que quis calçar uns sapatos, dos poucos que se tinham salvo após a razia das mudanças. Ao andar deixavam uma estranha pegada negra. Decidi que estavam sujos e, depois de esfregar as solas com bastante entusiasmo, tentei de novo. Andar andei, mas os sapatos foram-se despedindo da vida aos pedaços, desfazendo-se à medida que dava passos decididos pela casa. Alguém foi lesto a comparar-me a um dos monstros do Exterminador Implacável, que se ia destroçando à medida que se deslocava, deixando pedaços de pés e pernas para trás. De facto os sapatos eram velhos. Na realidade não me lembro mesmo quantos anos já teriam, mas podiam ter escolhido uma forma mais discreta e menos abrupta de me avisarem da sua senescência.


Enfim, vamos ver o que ainda me aguarda. Mas que o dia está azarado, está.

2 comentários:

  1. Não está azarado, é tudo uma questão de perspectiva ...portanto, pôde descansar mais um pouco de manhã em vez de ir para a "tortura" e vai ter um sapatos novos para renovar o guarda-roupa.
    Há que ver sempre o copo meio cheio.

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  2. Vamos tratar de transformar o azar em sorte, sim!

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