
Quem diria que este fado
Seria algum dia escrito
Com o país confinado
Num reduto tão restrito
À janela como o gato
Estamos ao sol a crestar
E à noite sem recato
À lua vamos cantar
Vozes altas afinadas
Dedos soltos e trementes
As palavras libertadas
No louvor aos mais valentes
E o fado prisioneiro
Solta-se enquanto chora
Que o fado é sempre o primeiro
A voar pela noite fora
Gostei.
ResponderEliminarQual a probabilidade de tão bonitos versos serem publicados no dia do meu aniversário? E é um prazer poder ilustrar tais palavras Bem-hajam todas as vozes que se levantam contra a opressão!
ResponderEliminarEsqueci-me de assinar:
ResponderEliminarRaúl Pina Vicente
Raúl Vicente, obrigada.
ResponderEliminarPois não sei.
Quando é o seu dia de anos? Não sei muito bem que estaria interessado em publicar. O Raúl é ilustrador?
Peço desculpa Sofia, fui um bocado críptico... Fui eu que fiz o desenho que usou para ilustrar os versos. Estou aqui: https://www.artstation.com/artwork/oOd36m
ResponderEliminarE, por coincidência, faço anos a 30 de março, a data em que os publicou.
Saudações!
Oh, muito obrigada!
ResponderEliminarAcho o desenho fantástico.
Quem sabe um dia não poderemos colaborar um com o outro num livro?
Pois, quem sabe...?
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