08 março 2020

A responsabilidade (também) é nossa

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A pandemia de COVID-19 aí está. Todos somos responsáveis pela sua contenção e mitigação.


Nada de entrar em pânico, ir a correr para supermercados e farmácias e esvaziar prateleiras. Isso é totalmente desnecessário e que desencadeia os nossos piores instintos.


Prepararmo-nos sim, informando-nos em sites fidedignos, seguir com atenção o desenrolar dos acontecimentos, cumprir rigorosamente todas as indicações das entidades de saúde, adaptarmo-nos e sermos solidários.


Lavar as mãos bem e muitas vezes, usar lenços descartáveis, espirrar e tossir para lenços ou cobrindo a boca e nariz com o braço, ficar em casa caso se esteja doente.


E, principalmente, não sobrecarregar os serviços de saúde - as outras doenças não fazem intervalos. Sabemos das nossas maleitas e devemos tratar delas sem ir a correr para os serviços de urgência. É a mais correcta conduta sempre, mas agora mais importante que nunca.


E nada de acreditar nas pseudo-ciências pseudo-naturais e pseudo-saudáveis. Não há salada de quinoa nem sumos detox que destruam o vírus. Comer e dormir bem, fazer exercício físico, apanhar sol, arejar a casa, são regras do bom viver e deixam-nos mais bem preparados para enfrentar quaisquer agruras.


E nada de acreditar nas teorias da conspiração, disseminando pseudo-informações pseudo-secretas de laboratórios chineses ou americanos, ou mesmo extraterrestres, onde se fabricariam estes vírus. A realidade ultrapassa sempre a ficção e a natureza sabe perfeitamente desafiar-nos.


Os jornalistas e a comunicação social têm uma responsabilidade acrescida. Contenção, rigor e informação antes de noticiar são fundamentais. O alarmismo e os títulos tremendistas só acrescentam ruído e confusão.


Calma e solidariedade. Estejamos atentos aos nossos familiares e amigos. Se alguém não pode sair de casa outro alguém pode levar-lhe mantimentos e medicamentos. Se não podemos falar pessoalmente, há telemóveis e skypes. Se mão podemos ir para o cinema, há vídeos, televisão e internet. E podemos redescobrir o indizível prazer de ler um bom livro.


Temos que perceber que dependemos uns dos outros e que se falhamos a uma pessoa podemos desencadear uma cadeia de falhanços em dominó. Nada de pânico.

2 comentários:

  1. poetisando16:26

    Parabéns pela sua postagem, pena é que quem deveria fazer com que as pessoas s e mantenham calmas e dar ouvidos a que sabe o que é esse vírus e as medidas que devemos tomar prezam por causar o alarmismo, falo dos meios de comunicação Social dos jornalistas e comentadores e de alguns políticos que se estão a aproveitar para seus próprios interesses.

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  2. Jaime Santos19:29

    Nem mais...

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