25 maio 2019

Da auto-indulgência

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O desenvolvimento das teorias e noções sociais que vêm o indivíduo como o centro do mundo, na nossa sociedade ocidental, fez aumentar exponencialmente a auto-indulgência. A publicidade alimenta e alimenta-se dos slogans que promovem a satisfação individual e que centram nela a melhoria do mundo. Fazer bem primeiro a si próprio depois ao outro.


 


A realidade é que estamos cada vez mais egocêntricos. O primado da preocupação pelos outros e da entrega aos outros foi substituída, colocando o indivíduo como a sua principal prioridade. Cada vez mais arranjamos justificações para não cumprirmos o que não nos diga estritamente respeito. Não ter tempo e precisar de tempo para si próprio é a mais recorrente. Por muito real que seja a confusão e ruído nas nossas vidas, implicando a necessidade de recolhimento e fuga, não podemos refugiar-nos nesse alheamento no que diz respeito à vida colectiva.


 


Não há razão, justificação ou desculpa para não votar. É um acto de cidadania ao nosso serviço e ao serviço dos outros, é uma escolha que define a nossa sociedade. Está em causa uma ideia de comunidade, de relação entre povos e indivíduos.


 


Para quem ainda não sabe onde votar: enviar um sms para o número 3838 com o seguinte texto:


RE espaço número do CC espaço data de nascimento no formado aaaammdd


Ex: RE 1234567 19820803


ou ir ao portal https://www.recenseamento.mai.gov.pt/


 


Votar é uma obrigação moral.

2 comentários:

  1. António Garcia Barreto14:37

    Nem mais. Votar é uma obrigação feliz.

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  2. Celeste Pereira11:40

    Anda por muito longe a consciência cívica das pessoas. É triste e muito, muito preocupante.

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