14 outubro 2018

Do que nos assombra

O circo à volta do assalto de Tancos e da pretensa devolução das armas roubadas, com as suas cumplicidades escondidas ou escancaradas nas cartas anónimas e nos memorandos de militares, tudo inqualificável, risível e grotesco, já levou à demissão do Ministro da Defesa, mas sem qualquer assomo de assumpção de responsabilidades de qualquer das chefias militares, o que é assombroso.


 


Mas convém que não nos esqueçamos do cerne da questão – alguém roubou armas (ou não?), alguém conspirou para as devolver (porquê, como e a que propósito?) e é essencial que se descubra o que, de facto, aconteceu. É tudo muito mau, pequenino, mesquinho e idiota.


 


No entanto a remodelação governamental resultante foi boa, e uma forma de António Costa fugir um pouco da pressão político-mediática que se tinha instalado. Aguardemos os próximos capítulos deste romance de cordel.


 

3 comentários:

  1. Anónimo05:59

    Qualquer coisa me diz - a intuição decerto - que a remodelação governamental que será confirmada nesta segunda-feira resulta de um conflito entre os ministros exonerados e as exigências do ministro Mário Centeno, no âmbito do novo Orçamento de Estado. Não será por acaso que António Costa justifica a decisão em nome da melhoria da política económica (por outras palavras).

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  2. Anónimo06:02

    Como não sou dado a fazer comentários anónimos, serve esta adenda apenas para me identificar relativamente ao comentário anterior sobre as razões da remodelação governamental:
    António Marques Pinto, antonio-mp.blogspot.com

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  3. Não sei, não é a minha leitura, mas é possível, claro.
    Acho que foi uma manobra política de mestre. Refresca o governo e retira as atenções de Tancos.

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