
(…) Uma lição que transforma o amor nessa misteriosa espécie de “cola” ou de “barro” capaz de ligar os pedaços sempre dispersos das nossas vidas tão fragmentadas, procurando unir na mesma substância indivisível o corpo e a alma ou, se preferirem, o humano e o divino: “Da cola do amor remendamos os cacos das vidas / Do barro do amor colamos as peças removidas / De nuvens de amor sopramos as faces ressequidas / Do canto do amor lambemos as crostas das feridas // Presos e atados por amor a tantos fios invisíveis / Amparados pelo amor que sem saber semearemos / Em cada canto do amor assim nos confiaremos / No tumulto do amor morreremos indivisíveis”
O HUMANO E O DIVINO – Fernando Pinto do Amaral - prefácio de Prosas Bíblicas
16.
Da cola do amor remendamos os cacos das vidas
Do barro do amor colamos as peças removidas
De nuvens de amor sopramos as faces ressequidas
Do canto do amor lambemos as crostas das feridas
Presos e atados por amor a tantos fios invisíveis
Amparados pelo amor que sem saber semearemos
Em cada canto do amor assim nos confiaremos
No tumulto do amor morreremos indivisíveis
Livro 3 (pág. 78)
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