Hours
A cada tarde que desperdiço
em langores dispensados de pensamento
em cada noite que mortifico
de culpas somadas à vigília
sinto-me a correr para um fim
de qualquer coisa talvez da vida
que deixo escorrer pelas janelas
pesadas de quietude
e de promessas por cumprir.
Tantas viagens programadas
tantos os caminhos percorridos
tantas palavras inventadas
no silêncio de mim mesma.
E mastigo os dias sem reparar
que se encurtam as viagens os caminhos
as vigílias os langores as promessas
que se movem as horas inexoráveis e vazias
para o fim.
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