15 agosto 2016

Curtíssimas

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Jacob and the Angel


Sir Jacob Epstein


Tate


 


São de Verão, mas poderiam ser de qualquer outra estação.


 



  • O palavreado dos nossos políticos/ figuras públicas é cada vez mais vulgar - a lengalenga dos comentadores é sempre a mesma, os assuntos repetem-se ciclicamente nesta época, a aridez e a secura informativa queimam tudo.

  • É impressionante a desfaçatez, também eterna, das exigências de medalhas olímpicas a atletas e a modalidades de que ninguém fala durante os 4 anos de intervalos inter olimpíadas. Quanto à importância da participação independentemente do pódio, já não se disfarça a culpabilização de não se fazer parte da percentagem dos vencedores.

  • É uma pena que as experiências anteriores não ensinem nada - os secretários de estado que viajaram a expensas da GALP já se deveriam ter demitido. Independentemente dos contornos criminais que a conduta possa configurar, é uma ponta solta para o ataque político a que o governo não se pode dar ao luxo.

  • Tenho a sensação de que a Procuradoria-Geral da República abre inquéritos ao arrasto do ruído mediático.

  • Já todos sabemos que a apresentação de imagens e filmes de fogo vivo excitam e motivam os pirómanos, tal como a multiplicação mediática dos corpos e das chacinas perpetradas pelos criminosos e terroristas apenas servem para propagar o medo, mas não há o menor vislumbre de um sobressalto de consciência e de sensatez da parte das televisões que, pelo contrário, rivalizam entre si medindo os minutos dedicados à exposição das chamas, dos desgraçados que perderam tudo, do desespero das populações - a tudo isto chamam o direito à informação.

  • A informação veiculada pelos jornais está cada vez mais ao nível da que usufruímos ao ler as opiniões e as partilhas requentadas do facebook.


 


Não sei bem porque ainda vou escrevendo alguma coisa. A total irrelevância do que escrevo deveria ensinar-me a resoluta opção pelo silêncio. Aquilo a que chamo poesia talvez só o seja para mim; os arroubos de cidadania não têm qualquer impacto, a partilha de opiniões são-no apenas para um círculo muito restrito que não necessita de ler o blogue. Porquê esta necessidade de protagonismo mediático? Nem é protagonismo nem é mediático. Suspeito que seja apenas triste e ligeiramente ridículo.

3 comentários:

  1. Para desmentir a suspeita com que termina o texto: não é nada.

    Parafraseando o Rick de Casablanca («We’ll always have Paris»), também aqui haverá sempre os, ainda que virtuais, "milhões de portugueses"...

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  2. José Luis15:24

    Sei que é uma posição egoísta, mas a mim fazes-me falta.

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  3. Pressente-se,apenas,um dia mau...
    No meu "canto"("vds.") tenho várias vezes referido que a simples visão da inteligência em acção...é um espectáculo...
    "Alma até Almeida!"
    Cumprimentos,"kyaskyas"

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