25 julho 2016

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Vacancy


Paul Hazelton 


 


 


Levanto pó quando desloco os olhos para o infinito.


Não há infinito que se mova sem pó


nem movimento sem olhos que o observem.


Nem eu.


 


Desato o ruído quando leio o pó que cobre o mundo.


Não há mundo que se escreva sem pó


nem ruído que se desate sem o sopro que o cobre.


Nem tu.


 


Amasso o barro quando arrumo o pó que molda o corpo.


Não há corpo que se molde sem pó


nem barro que se arrume sem o amasso das mãos.


Nem nós.

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