Amanhã mergulharemos em meditação.
Meditemos no imenso país desempregado, pobre, triste e entregue a si próprio, zangado consigo e com os outros, invejando os ricos e escondendo a penúria, regalando-se com o surdo boicote que faz aos políticos, aos patrões, aos comerciantes, ao Estado.
Meditemos nas nossas raivas e frustrações e naquilo que gostaríamos que fosse diferente. Meditemos nos nossos desejos e na nossa desresponsabilização, nos ombros caídos e na nossa reles desistência.
Meditemos no gesto simples e digno, a sós com a nossa consciência, força, desencanto e certezas que é votar.
Meditemos na nossa obrigação de contribuir para a solução. E com a satisfação de nos sentirmos úteis e de servirmos os nossos concidadãos.
Amanhã meditaremos na necessidade de votar e em quem vamos votar.
Amanhã meditaremos na decisão de domingo. Nas mesas de voto.
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