09 novembro 2014

Da persistência de muros em certas cabeças

Vale a pena ler este post, que afortunadamente vai lembrando, sem complexos de pseudoesquerda pseudointelectual, aquilo que muitos têm pudor de afirmar - a continuidade de defensores de regimes totalitários e que se autoproclamam de democráticos, os nostálgicos da Guerra Fria e dos grandes feitos em prole do povo, das grandes liberdades praticadas na antiga União Soviética.


 


É preciso dizer com toda a frontalidade que o PCP continua a defender um regime em tudo contrário à liberdade e à democracia. Chamar anticomunismo primário a tudo e a todos os que o afirmam é mais uma forma de combate manipulativo e ultrapassado. O PCP foi ultrapassado pelos acontecimentos e ainda não percebeu.


 


O texto do Avante é quase inexcedível de embuste e tacanhez. É com este partido que se procura uma convergência de esquerda para governar o País?

2 comentários:

  1. Miguel Ferreira14:44

    Caríssima,
    Andar a falar de um partido que sempre esteve ao serviço do povo português e no qual milahres de militantes padeceram às mãos de uma regime fascista que deixou morrer à fome milhões de portugueses, é muito mau, aliás é anticomunismo primário!
    Duas coisas:
    1 - quantas mortes e quantas vítimas tem o capitalismo e o liberalismo económico/político desde o século XIX? Não sabe, devia saber, são milhões, aliás nem se contabilizam porque não interessa! Isso não dá o direito a ninguém de dizer que todos os capitalistas ou os que defemdem o capitalismo são maus pois não? Pois é, o mesmo se aplica aos comunistas e ao comunismo. Há que salientar uma diferença, o capitalismo cria e provou por inúmeras vezes, mais desigaualdades cque o comunismo alguma vez criou.
    2 - O muro de Berlim não é nem nunca foi um símbolo do comunismo, ou da ideologia comunista, assim como o muro de israel não é um símbolo do judaísmo. Daí a evidente necessidade de se arrastar o nome da ideologia que defende a igualdade e defende quem trabalha, para a confusão de misturar o que é un ideal com alguns dos seus praticantes. Veja lá se é capaz de fazer o mesmo com a Igreja católica, que para além de todas as atrocidades cometidas no passado mais remoto, ainda participou ativamente no regime que governou obscuramente o nosso país durante 50 anos!

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  2. Não costumo fazer "competições" de "mortos pela fome" para ver qual é a ditadura que mata ou matou mais. O muro de Berlim surge, no artigo do Avante, como uma defesa da RDA contra o tal capitalismo que refere.

    Não vale a pena alongar-me mais. Já agora, Caríssimo, prefiro ser apelidada de anticomunista "secundária" em vez de primária. Pelo menos é mais original, embora igualmente vazio de conteúdo.

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