Marinho e Pinto conseguiu uma votação expressiva nas eleições para o Parlamento Europeu com uma campanha populista, contra os maus políticos e a má política. Seria ele o paladino da moral e dos costumes da seriedade e do serviço público, em pose de Estado, um verdadeiro missionário pelo povo.
Mas descobriu que no Parlamento Europeu era só corrupção e ladroagem, um escândalo de ordenado que, no entanto, ele tem que aceitar, muito a contragosto, pois é pobre e a filha é emigrante. Descobriu que é noutros palcos e noutras arenas que a sua luta será mais grandiosa e mais popular. Por isso manifesta a sua disponibilidade para se candidatar às legislativas e/ ou à Presidência da República. A seu tempo o veremos decidir por qual ou a sequência de campanhas e eleições que se somarão.
No entretanto vai abalroando o partido que lhe deu guarida e já vai criar um novo partido, para o qual procura apoios.
Espero que lhe dêem muitas oportunidades de falar, de mostrar como defenderá o povo, no qual se inclui, dos demagogos e dos populistas. Mais uma vez, ninguém pode dizer que não sabia e que foi enganada. Está tudo à vista.
A democracia é mesmo uma superior forma de organização social.
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