08 dezembro 2011

Em perda

 


O episódio entre o Governador do Banco de Portugal e o Deputado João Galamba é mais um dos sinais da forma como, nos dias que correm, a actividade política é desconsiderada.


 


Ser Deputado tem uma cotação parecida com a avaliação que as agências de rating fazem de Portugal - lixo. Pelo contrário, ser-se economista, gestor ou equivalente, confere de imediato um estatuto, uma importância e uma competência automáticas, independentemente da valia específica do profissional. Portanto, ser-se inconveniente e desrespeitador para um deputado é o que se impõe, até porque, por definição, a tecnocracia é detentora da razão.


 


O mais triste é que o PS e José Sócrates, muito particularmente, têm grandes responsabilidades na violência e ofensiva da linguagem parlamentar. Será muito difícil, nesta onda retrógrada, conservadora, arrogante e deselegante, reverter a situação. Mais uma vez perde a democracia.


 

4 comentários:

  1. Sofia,
    Acho pouco fair dizer que "o PS e José Sócrates, muito particularmente, têm grandes responsabilidades na violência e ofensiva da linguagem parlamentar". O PS, muito particularmente com José Sócrates, foi atacado por meios e com requintes, e com uma insistência, sem precedentes pelo menos desde o 25 de Abril. Esquecer isso e meter tudo no mesmo saco, parece-me unfair. E faz pouco jus à memória.
    Um abraço.

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    1. Porfírio

      Concordo em absoluto que Sócrates foi, e é, atacado com meios e requintes sem precedentes. Mas também é verdade que a truculência e mesmo a falta de respeito na linguagem que usou no Parlamento foi iniciática. Como o foram também as regras que melhorou e que mais possibilidades de intervenção deram às oposições.

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  2. Nunca vi o João Galamba mais gordo nem mais magro e não me interessa a sua filiação partidária. Um primeiro ministro a sério teria demitido na mesma hora o Governador do Banco de Portugal que tratou daquela forma um deputado eleito.
    Beijinho

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  3. pink09:42

    o governador foi tão grosseiro, agressivo e insolente com o deputado,que devia, no mínimo pedir publicamente desculpa.
    ou então demitir-se,por dar nota de não ter perfil para o cargo.
    os outros deputados foram coniventes pelo silêncio e, lá no íntimo, talvez tenham crescido um bocadinho..

    somos pequenos de decência!

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