(...) Vários dos nossos demónios da coisa pública, gente que não se importa de incendiar seja o que for para exibir uma opinião, têm por cá defendido a criminalização da política. Consoante as cores, alguns querem colocar Sócrates no banquinho, outros inclinam-se mais para lá sentar Jardim. Não se trata de fazer julgar qualquer pessoa por crimes que tenha cometido, seja presidente de câmara ou ministro; nem, por outro lado, se trata de tirar os "poderosos" das mãos da justiça. Trata-se de recusar absolutamente misturar julgamento político com tribunais. Temos repetido que isso é uma aberração, um caminho perigoso; pensamos que a tentativa de criminalizar a política é um ataque à democracia, um extremo de demagogia e de populismo que só pode piorar as condições da nossa vida em comum. Que as musas da liberdade nos salvem de cairmos nessa tentação. (...)
Nem me atrevo a dizer que assino por baixo...O meu receio é que vozes como a de Proença de Carvalho (talvez "abrasivas",causando antipatia nas "massas"...)se percam nos ENCARNIÇAMENTOS do conhecido tablóide que,com a cobertura da jornalista e da ministra,querem,no fundo,chegar...a Sócrates !...E as massas gostam,como se sabe...de SANGUE !...
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