28 agosto 2011

PCP - partido antidemocrático

 


O PCP é um partido que, ao longo das décadas pós 25 de Abril, se assume como a verdadeira esquerda, um partido antifascista e anti-imperialista, defensor das mais amplas liberdades para o povo.


 


O PCP é, no entanto, um partido completamente anacrónico e, ao contrário do que diz, defensor de uma ideologia totalitária e antidemocrática. Na blogosfera, por exemplo, se alguém se arrisca a questionar as suas posições políticas, a criticar os sindicatos afectos, pode de imediato contar com a caixa de comentários pejada de insultos, em que o menor é anticomunista primário.


 


Vale a pena ler os textos intitulados Sobre os acontecimentos de 19 de Agosto de 1991 na URSS, de 18 de Agosto, não assinado, no site do PCP, e Agressão imperialista à Líbia - Tripoli cai afogada em sangue*, de 25 de Agosto, também não assinado, no site do Jornal Avante!.


 


Passaram já 20 anos desde a queda do regime, mas o PCP não aprendeu nada e a História, para o PCP, é uma fatia formatada à sua imagem, em que o anticomunismo e o imperialismo das nações afectas aos EUA são a raiz de todos os males, numa cegueira absolutamente incompreensível e inigualável:


 


(…) Historicamente o que é relevante não são os acontecimentos de 19 de Agosto mas a veloz escalada contra-revolucionária encabeçada por Ieltsin que, contra a expressa vontade do povo soviético – no referendo de 17 de Março desse ano, e apesar da confusão já então instalada na sociedade, 76% dos soviéticos votaram pela continuação da URSS – conduziu ao desmantelamento da URSS e à destruição do seu sistema sócio-económico socialista. Sistema que, apesar de atrasos, erros e deformações que se tornara necessário superar, revelara bem a sua superioridade em relação ao capitalismo, trouxera ao povo soviético grandes conquistas e realizações, dera a mais heróica e decisiva contribuição para a derrota do nazi-fascismo e exercera uma influência determinante nos grandes avanços transformadores e revolucionários do século XX. A sua destruição não podia deixar de representar, como representou de facto, grandes perdas e imensos sacrifícios para os trabalhadores e para os povos da URSS e para os povos de todo o mundo.


 


Com o desaparecimento do poderoso contra-peso que a URSS e o sistema socialista representavam em relação ao imperialismo e à sua política exploradora e agressiva, e a brutal alteração da correlação de forças daí resultante, o mundo tornou-se mais injusto, mais perigoso, mais desumano. (…)


 


Em relação aos recentes acontecimentos na Líbia, mais uma vez o PCP defende que:


 


(…) A queda de Tripoli é uma derrota para todos os progressistas e amantes da paz, mas não a sua rendição ou deserção da luta contra a barbárie.


 


Confesso que, por muito que releguemos os resultados eleitorais do PCP para a irrelevância que vão tendo, não consigo deixar de me surpreender com o ainda grande número de pessoas que escolhem não querer saber, que optam pela mentira e pela ocultação a si próprios da realidade.


 


É preciso denunciar e combater o PCP, democraticamente, precisamente o contrário do que a URSS e a Líbia faziam aos opositores dos respectivos regimes.

1 comentário:

  1. ACÁCIO LIMA13:48

    O meu comentário é curto.

    Cito o próprio texto do post:

    "É preciso denunciar e combater o PCP, DEMOCRÁTICAMENTE, precisamente o contrário do que a URSS e a Líbia faziam aos opositores dos respectivos regimes".

    Boa Tarde.
    Bom Dia de Descanso.
    Boa Semana.

    Cordiais Saudações de

    ACÁCIO LIMA

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