30 julho 2011

Desigualdades

 


A vida corre-nos sem sobressaltos de maior, nascer, crescer, escola, trabalho, marido, filhos, casa, carro, férias, mesmo que pequena, velho ou dentro de portas, lá vamos despachando um dia atrás do outro sem sequer olharmos para fora da redoma opaca com que nos rodeamos.


 


Lá fora batalham pessoas como nós, com necessidades e anseios iguais aos nossos, mas sem as almofadas de segurança, materiais e de afectos que consideramos de tal forma adquiridos que nos choca o confronto com outras realidades.


 


E elas são tão vastas e duras, pesadas e duradouras que, em vez do hábito entranhado de dizer mal da sorte, deveríamos perceber que pertencemos a uma escassa minoria que vive, ao lado de multidões que tentam sobreviver.

1 comentário:

  1. Tens razão. Não fazemos ideia das ansiedades, das insónias, dos desesperos que nos rodeiam. Espero que os responsáveis políticos tenham consciência da situação, para prevenirem, através das medidas de apoio social adequadas, possíveis espasmos de violência traduzidos em tumultos de muito difícil controlo. Prevenir é melhor de ter de intervir para remediar.

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