12 janeiro 2011

Sem disfarce

 



 


Cavaco Silva largou o disfarce para assumir, mas disfarçadamente, a liderança da oposição.


 


Por muito que todos os comentadores encartados da sua área política de apoio todos os dias gritem que o FMI está mesmo a ultrapassar a fronteira, as coisas têm corrido mal à oposição. Parece que, afinal, o défice vai ser cumprido e que o leilão da dívida correu bem, tendo havido muito mais compradores do que títulos de dívida.


 


Passos Coelho, no fim-de-semana passado, avisou que o governo se deveria demitir caso o FMI fosse chamado a salvar Portugal. O que, aliás, é um disparate, porque é a Assembleia que deve demitir o governo. Segue-se a grave crise política, qual bandeira do Presidente e candidato presidencial, que só existirá se ele próprio a provocar, pois as razões de Passos Coelho começam a esvaziar-se.


 


É preciso votar no dia 23, é imperativo que se force Cavaco Silva a uma segunda volta.


 


7 comentários:

  1. É isso, Sofia. É preciso forçá-lo à 2ª volta.

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  2. ACÁCIO LIMA23:33

    COMENTÁRIO AO POST DE SOFIA LOUREIRO DOS SANTOS- "SEM DISFARCE"


    “Sem Disfarce” é o título do post, que pode e deve ser lido como “Caiu a Máscara”, de “isento”, de “garante”, e surge o rosto do “parcial”, do “eufeudado a interesses especificos”, de Cavaco Silva. Tal aparece de forma nítida.

    O chamado “capital de seriedade”- grifado, repito, grifado- foi delapidado, “investido” na Inventona, de Agosto de 2008, “investido” no Grupo SLN-BPN, funcionando ele, Cavaco Silva, como o “Elo de Ligação” entre o PPD e o SLN.

    E, tornou-se claro, que Cavaco Silva, não sabe distinguir o “Estado Providência” do “Estado Social Marcelista”, Assistencialista e Caritativo, pois não sabe identificar “Direitos Sociais”, quedando-se na “Esmola Piedosa”.

    Esboroado o “capital de seriedade”- grifado- fica visível o manto conservador e retrógrado, da fantasia indecorosa do arcaismo passadista.

    Disse Cavaco Silva, há dias, que “falaria forte”, “mais forte”, e confirma tal: passa da “Cooperação Estratégica” para a “Provocação e Ameaça Estratégica”.

    Como é dito no post, ei-lo “Chefe da Oposição”, numa clara violação do espírito e da forma da Constituição.

    Refere, agora, Cavaco Silva, que se está à beira de uma “crise política”, mais do que uma “crise social” ou “crise financeira- económica”, e prepara, em antecipação, o afastamento do Primeiro Ministro, o que passa necessáriamente pela Dissolução da Assembleia da República.

    Vai subindo de tom.

    Mas não é no recato e ponderação, na prática da ética republicana, que tal tem lugar, numa diferenciação total do que vimos com o Presidente Jorge Sampaio.

    Entre “Bolos Reis” e “Cajadas de Sintra”, Cavaco Silva, pré desnuda, com estridência, a Dissolução da Assembleia da República.

    Os últimos acontecimentos, a previsão de um Deficit Orçamental Comportável, e a Procura largamente superando a Oferta, de Títulos da Divida Pública, que o post aponta, vêm complicar a rota provocatória e ameaçadora de Cavaco Silva.

    A sua aversão ao “Estado Providência, leva, na actual correlação de forças sociais e políticas, a ter de reconhecer que não tem força interna para desvirtuar o Estado Providência, e não hesita em, obter apoio externo, ingressando no “Clube dos Amigos do FMI”.


    A entrada do FMI, torna-se claro, é, neste contexto, uma “operação de natureza política”, e não uma “operação financeira”, sendo-a.

    O apelo ao voto, exarado no final do post, sendo judicioso, é, manifestamente, “comedido” e “contido”.

    A nossa questão não é uma “Segunda Volta”.

    O que está em causa é evitar o Retrocesso Civilizacional, regressando ao “Assistencialismo Caritativo” de Marcelo Caetano.

    Saudações Cordiais, Democráticas e Socialistas de

    Acácio Lima

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  3. aires bustorff08:43

    excelente artigo e comentario, Sofia e Acacio...
    e que fotografia espantosa
    dia 24 estaremos na luta
    acreditar, sonhar, trabalhar, é preciso...
    abraço

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  4. Sofia, mais uma vez, na mouche: sem disfarce. A novidade é essa. Porque sempre esteve lá "tudo" (whatever).

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  5. Simples e claro como água da fonte!
    Parabens pela limpidez, Sofia.
    Este impudente Cavaco tem de ser vergado pelo nosso voto, o dos portugueses que querem um País melhor, sério e progressista.
    Cumprimentos

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  6. Cristina Loureiro dos Santos22:52

    É absolutamente necessário haver segunda volta, estou completamente de acordo, imperioso que cada um de nós vote.

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  7. É isto que é triste na eleição do Presidente da República. De todos, sem excepção. Não são independentes dos aparelhos partidários que afinal representam. Não são isentos, nem serão nunca o presidente do todos os portugueses: têm contas a saldar com quem lhes paga as campanhas. Mas não venho a este blogue para falar em política. Venho mais pela escrita, pela música, pela arte. Que essa, sim, consegue unir pessoas de quadrantes muito diferentes.


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