Museu do Canteiro, Alcains
Todos os anos tomo um banho de ruralidade. Entre utensílios de alumínio, facas de vários tamanhos e feitios, foices, almotolias, foles, cestas, tachos de barro, barricas de jeropiga, farturas, marmelos, abóboras, castanhas, pequenas, médias e grandes, presuntos, queijos, feijão de arroz, centenas de peúgas, cuecas, ceroulas, camisolas, calças de ganga, chapéus, algodão doce e pipocas, apetece percorrer as ruas e parar em todas as barraquinhas.
Já não tenho desculpa para adiar mais o início da temporada. Os ingredientes estão comprados, à espera das panelas, da canela e do açúcar. Fritar castanhas e colocar as cascas e as sementes dos marmelos a macerar em aguardente, são as tarefas mais urgentes. Se não, perigam as compotas e os licores.
Vou pensar nas variantes da moda Natal 2010. Um aviso aos incautos: darei largas à minha imaginação.
A imagem é de ?
ResponderEliminarMuseu do Canteiro, Alcains.
EliminarObrigado
EliminarA não perder
http://museusabugal.net/
Mas que coisas boas nos esperam! Bem docinhas, como manda a tradição...
ResponderEliminarAo tempo que eu não lia a palavra almotolia, palavra que, na "minha" aldeia serrana, era completamente corrompida e transformada em "almutriga".
ResponderEliminar: )))
Claro que lhe desejo o maior sucesso e criatividade com as compotas e os licores. A ver se saem melhor do que as couves de Bruxelas que uma vez aqui nos apresentou!
:))))
Obrigada, Maria do Sol. Outro dia o molho demasiado "alimonado" da salada de papaia não foi um bom augúrio... Mas é preciso não desistir. E não deixarei os meus créditos por mãos alheias.
Eliminar