14 novembro 2010

Da salvação nacional

 


Os repetidos pedidos para a formação de um governo de salvação nacional é a uma forma encapotada de fazer um golpe palaciano, revertendo e desvirtuando o resultado de eleições democráticas.


 


O PS, com José Sócrates eleito como secretário-geral do partido, ganhou as eleições legislativas e, portanto, o direito constitucional de formar governo. A formação de um governo minoritário foi uma escolha dele e do PS. Só se compreende a possibilidade de um novo governo, dentro deste quadro parlamentar, se este for demitido através de uma moção de censura parlamentar ou se pedir a demissão.


 


Caso essa hipótese se verificar, o Presidente chamará o líder do PS para formar novo governo, no caso José Sócrates. Ou então o Presidente dissolverá a Assembleia e marcará eleições antecipadas. Se o PS entretanto mudar de secretário-geral, será então o novo secretário-geral a concorrer às eleições.


 


Portanto a formação de um novo governo está prevista nas normas constitucionais, pelo que o pedido para um governo de coligação, com o CDS ou com qualquer outro partido, é um exercício de jogo político para agitar a opinião pública. A chamada à unanimidade de ideias, posições e políticas, a “salvação nacional”, é uma manifestação bolorenta e antidemocrática.


 


Portugal precisa de ideias, diferentes e fortes, de pessoas que tenham a coragem das convicções, não de generalidades de comentaristas, analistas, economistas e outros istas, que não fazem qualquer ideia, nem me parecem interessados na salvação seja do que for.


 

4 comentários:

  1. Nem mais, Sofia.
    E todos esses "istas" andam nisto ( a maioria ) há mais que séculos. Estão velhos e bacocos. Reformem-se.
    Boa semana

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    Respostas
    1. Manuel16:25

      O Sócrates deve estar à beira de explodir de excitação só pela antecipação de poder vir a dizer “Eu e o Obama falámos…”

      E o povo que pague os erros do suposto Eng

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  2. E quais são essas ideias, «diferentes e fortes»?

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  3. Mesmo um defensor do PS pode ver que este governo perdeu a credibilidade - dentro e fora. O facto de ter ganho as eleições não elimina isso. Mas um governo de união nacional também não seria bom, isso é verdade.
    A solução é...

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