03 março 2010

A nossa luta sindical

 


Com um défice superior a 9% (que aumentou para fazer face à profunda crise mundial dos 2 últimos anos), com um desemprego superior a 10% e ainda a crescer, os Funcionários Públicos vão fazer greve amanhã porque não aceitam o congelamento dos seus salários, porque estão contra o seu sistema de avaliação de desempenho, porque estão contra o ataque às suas conquistas irreversíveis dos trabalhadores.


 


É difícil assistir a maior autismo, irresponsabilidade e corporativismo. A solidariedade dos sindicatos  dos trabalhadores da Função Pública é apenas com eles próprios. O resto do país não lhes interessa.


 

5 comentários:

  1. Pedro18:05

    Sou Funcionário público e não me revejo nas suas palavras pelo direiro à greve que me assiste
    -É difícil assistir a maior autismo, irresponsabilidade e corporati

    A democracia é assim mesmo
    Cump

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    Respostas
    1. Pedro, nunca poria em causa o seu direito a fazer greve e a pensar que essa é a melhor forma de lutar pelos seus interesses. Mas não ponha em causa o meu direito de pensar que esta greve demonstra autismo, irresponsabilidade e falta de solidariedade para com todos os outros trabalhadores, por conta de outrem ou por conta própria.

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  2. Vejo que, como o governo, continua a acreditar (bom, "acreditar" não deve ser o termo certo no que respeita ao governo) que a situação portuguesa resulta apenas da crise financeira mundial*. Isso torna quase impossível discutir os verdadeiros problemas e justifica que até uma pessoa como eu esteja pouco disponível para aceitar sacrifícios, por saber que, com a manutenção das politicas, todos os efeitos positivos dos sacrifícios se esgotarão rapidamente (como aconteceu sempre nos ultimos dez anos).

    * O nosso principal problema (a grande ameaça) é o endividamento externo e esse já vinha a crescer assustadoramente antes da crise.

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  3. ACÁCIO LIMA23:15

    COMENTÁRIO AO POST-IT DE SOFIA LOUREIRO DOS SANTOS "A NOSSA LUTA SINDICAL”


    01- O post concentra-se no essencial e caracteriza bem a situação.

    02- O tom e linguagem adoptados, o estilo, é uma opção da Autora.

    Eu diria que é “macio” e “brando”.
    Opto quase sempre por uma linguagem muito contundente.
    Certamente que perco em Eficácia.

    03- Acrescentaria, que esta greve, promovida pela CGTP, reflecte as posições políticas do PCP e do Bloco, políticas actuais de “Terra Queimada”, na forma do “Tanto Pior, Melhor”. Por vezes, na variante do “Tudo ou Nada”.

    04- As reivindicações, quer salariais, quer sobre a avaliação do desempenho, estão na persistente trilha de alcançar um Estatuto de Previlégio, face aos demais extratos de trabalhadores do Sector Privado (todos com horários mais alargados, todos sujeitos a regras de admissão mais possantes, todos tendo de empenhar-se numa formação contínua para progredir na carreira profissional, todos enfrentando condições de promoção duras e criteriosamente escrutinadas num processo múltiplo de avaliação do desempenho, todos com um estatuto disciplinar mais severo, todos integrados numa hierarquia vincada e bem definida, e, piramidal).

    É o Cavalgar de uma fatia de trabalhadores, sobre a maioria dos trabalhadores. Curiosamente, no olvido do Desempregados.

    05- Esta postura, sindical e política, agrava as assimetrias no Conjunto dos Trabalhadores, promove a desigualdade, e promove uma divisão.

    06- Mais uma vez, é posta de parte, qualquer preocupação sobre o acréscimo dos EXCEDENTES Gerados pela Actividade Económica, sem o que, o combate à pobreza e à descriminação social, exigindo amplos Fundos, é prejudicado.

    07- A CGTP volta a previligiar o curto prazo, descurando o longo prazo, e o Desenvolvimento.

    08- Este pendor corporativo, sempre presente na CGTP, terá de ser encontrado nas suas raízes históricas. Tendo progredido na base da Intersindical, que bem aproveitou, com muito mérito, as folgas e contradições existentes nos Sindicatos Nacionais, do antigo regime CORPORATIVO, nunca fez uma Crítica Radical a essa base e às políticas de ocasião que urgia pôr, então, de pé. O longo prazo sempre fora do seu horizonte.

    09- De facto, os actuais Dirigentes Sindicais, persistem no corporativismo, persistem numa visão de curto prazo, persistem no desinteresse de se ocuparem do conjunto dos trabalhadores, ocupando-se, tão só, dos que têm Emprego.

    10- O Sindicalismo, em Portugal, ou se reformula, ou deixa de contribuir para o aprofundamento da DEMOCRACIA.

    Cordiais e Afáveis Saudações Democráticas, Republicanas e Socialistas de

    ACÁCIO LIMA

    B.I. Nr. 1468705.4, ARQ. PORTO, 20070813

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  4. Anónimo07:08

    Sofia Loureiro dos Santos sabes que há pessoal na função publica a ganhar 460 euros?

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