A burca é um símbolo de submissão da mulher, é um símbolo de discriminação e de identificação religiosa. A burca é uma mistificação fundamentalista, um ferrete de menoridade e de reduzida cidadania.
Concordo com todas estas frases. Mas não concordo com a proibição do uso de burcas. Não é possível assegurar que algumas dessas vestes não sejam usadas por escolha livre e despoluída de lavagem cerebral. Tal como não concordaria com a proibição do bikini, dos piercings ou da impossibilidade de uso de calças pela mulher. Tal como não concordo que impeçam as freiras de usarem o seu hábito nos edifícios públicos, como escolas e universidades.
Tal como não concordo com a reivindicação de alteração de normas e de horários por causa dos burkinis. Tal como concordo com a obrigação de todas as crianças irem à escola. Independentemente da raça, etnia, cultura, naturalidade, etc., todos os cidadãos devem seguir um plano nacional de vacinação, enfim, sujeitarem-se à legislação do país onde vivem.
Proibir o uso da burca pode ser tão fundamentalista como proibir o uso de crucifixos ou da circuncisão masculina.
Completamente de acordo.
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