Os casos de justiça começam sempre com grandes redes tentaculares, descobertas pelos jornalistas de investigação, e perdem-se nos confins do tempo, sem honra nem glória, deprimindo os cidadãos e ajeitando os cenários políticos.
O caso Casa Pia, que durante anos seguidos conspurcou a vida de tanta gente, vítimas abusadas sexualmente e vítimas abusadas pelos nomes que foram envolvidos na alegada grande rede de prostituição internacional, que faria um terramoto, segundo Catalina Pestana, com fotografias de personalidades conhecidas do mundo da política, arrasta-se penosamente nas suas próprias malhas, com Carlos Cruz, Jorge Ritto e poucos mais. Entretanto Paulo Pedroso esteve preso e o nome de Ferro Rodrigues andou nas bocas do mundo.
O caso Freeport acabou, depois de ter andado anos a caluniar José Sócrates. O caso Apito Dourado empalideceu totalmente, não deixando, no entanto, de enlamear Pinto da Costa. O caso BPN, misteriosamente, deixou de existir. Estamos agora com mais uma rede tentacular que se chama Face Oculta.
Estas teias e estes tentáculos são fabricados com tanta ansiedade e tão atabalhoadamente que acabam, inexoravelmente, em fantasmas que se esfumam. E vai-se esfumando também a nossa confiança.
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