Como é um escritor? Como é que escreve, aonde, de pé ou sentado, numa escrivaninha, numa secretária, é organizado, arrumado, desleixado, maníaco, sedutor, obsessivo?
Como escreve, quais os truques, os horários, os rituais? Quais os temas, como inventa, imagina, sonha? Que histórias foram contadas, sempre a mesma de muitas formas, muitas histórias sobre o mesmo assunto, quantas rasuras, que canetas, lápis, máquinas de escrever? Que luz, que sentidos, que sentimentos, que influências, que ídolos, que raivas, que invejas?
Estas interessantíssimas entrevistas são os primórdios daquilo que hoje entendemos como a procura da essência de quem cria. Foram efectuadas durante dias, revistas mais do que uma vez por cada um dos entrevistados, as perguntas retiradas ou criticadas pelos escritores.
Mesmo assim conseguimos encontrar Truman Capote, William Faulkner, Laurence Durrell, Ernest Hemingway. Uma excelente selecçãoe tradução de Carlos Vaz Marques, ele próprio um entrevistador e curioso estudioso dos artistas da palavra.
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