31 agosto 2008

Oposição ausente

É extraordinário como se podem escrever artigos sobre artigos falando da manipulação da informação pelo governo, nomeadamente no que diz respeito à onda de criminalidade que toda a comunicação social glosou, durante dias seguidos, com as primeiras páginas dos jornais e as aberturas de todos os telejornais a empolarem e a zurzirem na crescente insegurança do país, quando a própria pessoa que se indigna faz parte da oposição que se tem demitido de fazer o seu papel, não de uma forma demagógica e populista, com pedidos de demissão do MAI, mas pela mais completa e inusitada falta de comparência.


 


Há governo a mais pela exasperante e inacreditável ausência de oposição.

3 comentários:

  1. escrevinhadora18:51

    E se isso acontecesse só em Agosto...
    Teremos de proclamar o ano inteiro como 'silly season'

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  2. Eu não diria que é extraordinário. Acho que é vergonhoso um indivíduo da estirpe do JPP conspurcar o nome do grande Zeca. Pelos menos podiam ter o bom senso de deixar a memória dos mortos em paz, mas nem isso.

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  3. André Couto18:53

    Na minha opinião Manuela Ferreira Leite espera, com uma táctica a seu ver inovadora, amealhar dividendos nas próximas eleições legislativas. O PSD de Ferreira Leite aposta num desgaste do Governo por mérito (ou demérito) próprio, sem demasiada crítica ou intervenção externa. Estão convictos que o Executivo liderado por José Sócrates se aniquilará a si mesmo possibilitando o regresso do PSD liderado por uma das últimas pedras que ainda mantém algum tipo de credibilidade governativa. Não sei até que ponto uma oposição que não critica nada, não é tão má como aquela que critica tudo. No meio termo estará a virtude. Mas existe outro aspecto que complica o normal status quo do nosso centrão: Temos um PS laranja e um PSD rosa, e este último tem sentido, no meu entender, muito mais dificuldade em virar à esquerda do que teve o PS em virar à direita. Estratégias políticas à parte o que cada português deseja é responsabilidade tanto a governar como a opor.

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