10 junho 2008

A liberdade de alguns

Nestes últimos meses, com maior incidência nas últimas semanas, tem-se assistido a um aumento da conflitualidade social por toda a Europa, com vozes crescentes a manifestarem-se e com partidos e associações políticas a trocarem acusações sobre neoliberalismo e socialismo capitalista.


 


Em Portugal a esquerda demagógica e populista, encimada pelo rejuvenescido Bloco de Esquerda, que espreita todas as situações em que pode explorar os descontentamentos dos cidadãos, independentemente da legitimidade dos processos, não apresenta qualquer ideia ou alternativa às várias políticas seguidas por este governo.


 


O que está a acontecer em Portugal e noutros países da Europa com os protestos dos empresários de camionagem, que usam de métodos criminosos para obrigar os seus empregados ou companheiros a cumprirem uma paralisação, bloqueando estradas e fronteiras, com a conivência dos governos eleitos democraticamente, que têm medo de usar a autoridade de que estão investidos de forma a garantirem a todos os cidadãos a sua segurança e a sua liberdade, não pode deixar de indignar quem se reclama defensor da democracia.


 


E no entanto, embora de imediato tenha havido reacções dos partidos políticos que se dizem de esquerda ao triste, anedótico e bafiento lapso do Presidente, que mais uma vez demonstra a falta de estatura para o cargo que ocupa, exigindo pedidos de desculpa e explicações, não reparei nos protestos de indignação pelas ilegalidades e pelos crimes que se passaram à vista de todos (com algumas raras excepções), altamente propagandeados pelas televisões. Nem os ditos blogues alinhados à esquerda dedicaram duas linhas a este grave problema, mais grave que a raça do Presidente.

9 comentários:

  1. Tem toda a razão : não pode deixar de indignar...

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  2. Não tendo eu, vocação nem capacidade para fazer análises sistemáticas à situação politica, reconheço a pertinência das suas observações.
    Talvez conviesse neste momento uma denúncia enérgica do que os “patrões” estão a fazer, mas, quem sabe se, a razão de isso não acontecer, é, passe o exagero, a resultante do desencanto, da decepção, da frustração e da raiva provocadas pelo embuste da governação.
    Cá por mim que, repito, não sou analista político e limito-me a participar como cidadão interessado e atento, dediquei-lhe uma adenda qb no último post.

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    1. "desencanto, da decepção, da frustração e da raiva provocadas pelo embuste da governação."
      Já agora seria interessante que vc dissesse em que é que se baseia para desta forma tão ligeira passar uma esponja nas medidas - muitas, muitas! - que este Governo já tomou para pôr este País a crescer de forma saudável, contra todos os corporativismos atrasados e desproporcionados à dimensão e desenvolvimento do País. Venha de lá uma ideia diferente das do governo!
      Pode ser que tenha razão. E, se a tiver, vai ser aplaudido.
      Mas, se não juntar às suas condenações qq coisa em que as sustente, está a prestar um péssimo serviço a si próprio.
      MFerrer

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    2. Não alimento polémicas com terceiros em casa alheia.
      Por consequência, apenas adianto e por uma vez que só quem anda distraído ou fez profissão de fé é que não se apercebe do estado a que isto chegou e, aqui sim, procura passar uma esponja por cima.
      A maior parte da população, na qual me incluo, não está habilitada para propor as medidas adequadas à inversão desta realidade, mas não se lhe pode negar a legitimidade de denunciar as opções politicas, que se repercutem invariavelmente nos mais desfavorecidos. O desemprego aumenta em vez de diminuir, a saúde de classe e a justiça selectiva constituem uma afronta, etc.
      Apenas tenho vocação para a cidadania, não para a governação. Se tivesse essa apetência estava num partido político.
      Vc está contente, eu não. Cada um presta o serviço que quer e pode, a si próprio e aos outros.
      Passe bem

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  3. Estou de acordo com as suas preocupações, mas olhe que houve bastantes blogers a indignarem-se com as arruaças dos armadores e camionistas, patrões, e empregados a reboque.
    O que não ouvimos, nem lemos, foi a direita que se empina toda a pedir sempre mais polícia quando um desgraçado qq dá uma estalada a um polícia; não os vimos agora abrir a boca para condenar o desrespeito da Lei. Estavam à espera que o PS comprasse a briga e arcasse com o ónus todo. Assim, os arruaceiros ficam associados aos partidos e entidades que os não condenaram, mais, que pediram compreensão, e diálogo, e decisões equilibradas...
    Os crimes que cometeram são crimes públicos.
    Não é preciso nenhuma iniciativa para que sejam comunicados pela Polícia ao MPúblico.
    Também aqui o Governo do PS esteve muito bem.
    O PR até gaguejou um pedido de desculpas pelo preço dos combustíveis...que, por acaso são aqui mais caros do que em Espanha, onde os camionistas deles também estão em greve contra o preço dos referidos...que lá são mais baratos...
    Gostei de aqui passar.
    Voltarei.
    MFerrer
    http://homem-ao-mar.blogspot.com

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    1. MFerrer , posso estar a ser injusta mas há muitos blogues que se dizem de esquerda que continuam sem se pronunciar sobre os inqualificáveis actos dos piquetes de greve. Mas tem razão qundo diz que os partidos da oposição, da direita à esquerda, também fingem que nada se passa, só apontam o dedo ao governo e "quase acarinham" os protestantes. São estes os nossos representantes com princípios, amantes e defensores da liberdade e da democracia.

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    2. São tanto representantes com princípios, amantes e defensores da liberdade. Como o 1º M. e não só, ao fumar dentro do avião pago por todos nós. Democráticamente, obrigou os não fumadores presentes a fumar o seu fumo.
      E ainda alegam que o naquele momento o voou éra privádo, cláro só o dinheiro para o pagar é que éra publico.
      Serão estes os representantes legais e verdadeiros com princípios etc.?

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  4. O meu comentario é simples
    Ao percorrer os vários temas deste blogue. fiquei sem "duvidas" de ser patocinado pelo PS, pois tantos são os Hinos ao Governo / PS que até chateia.
    Com a velha maxima "quem se mete com o PS come".
    Ficou a Sofia muito ofendida com aminha intervenção em outro tema, aconselho-a a ler o que supra escreveu, foi no minimo indelicada para não lhe chamar mais nada, depois vira as costas tal como qualquer governante a perguntas que não lhe dá jeito responder

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  5. Mas Sofia, isto não é exclusivo do nosso país, lá fora assistimos a uma violência ainda maior, esta análise deveria talvez ser aprofundada no sentido da compreensão da crise que vivemos. Que crise é esta afinal? Quem a construiu e porquê?
    Sou leitora recente e muito intermitente, mas gostei do que li por aqui.
    ~CC~

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