Depois do cartaz, a intimidade da arte na nossa casa, embrulhada em mim própria, só, eu e o filme. Uma história de pessoas e valores, de gradientes e de sofrimento, de idealismo e resistência.Uma história brilhantemente interpretada, num tempo escuro e invernoso, num tempo perigoso, de demissão e denúncia, de solidão e companheirismo, de amargura e esperança.
Às vezes alguém redime as culpas dos outros, redimindo as suas. Às vezes os outros somos nós, que insidiosamente invadimos, que vagarosamente trituramos, que silenciosamente amamos.
As vidas dos outros, foram também as (nossas) vidas, dos que viveram num Estado decadente, como o nosso, e que, uns mais do que outros, se viram obrigados a atitudes de alguma subserviência, que não traição, que beliscaram a sua coerência ideológica e moral.
ResponderEliminarTotalmente de acordo.
ResponderEliminarUm filme notável.
ResponderEliminarSóbrio e verdadeiro.
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