23 setembro 2007

As vidas dos outros

Depois do cartaz, a intimidade da arte na nossa casa, embrulhada em mim própria, só, eu e o filme. Uma história de pessoas e valores, de gradientes e de sofrimento, de idealismo e resistência.

Uma história brilhantemente interpretada, num tempo escuro e invernoso, num tempo perigoso, de demissão e denúncia, de solidão e companheirismo, de amargura e esperança.

Às vezes alguém redime as culpas dos outros, redimindo as suas. Às vezes os outros somos nós, que insidiosamente invadimos, que vagarosamente trituramos, que silenciosamente amamos.

4 comentários:

  1. As vidas dos outros, foram também as (nossas) vidas, dos que viveram num Estado decadente, como o nosso, e que, uns mais do que outros, se viram obrigados a atitudes de alguma subserviência, que não traição, que beliscaram a sua coerência ideológica e moral.

    ResponderEliminar
  2. Sofia Loureiro dos Santos19:58

    Totalmente de acordo.

    ResponderEliminar
  3. José Teófilo Duarte17:47

    Um filme notável.

    ResponderEliminar
  4. Sofia Loureiro dos Santos20:27

    Sóbrio e verdadeiro.

    ResponderEliminar

Mudanças

  Las manos Eduardo Kingman Aos poucos vou mudando a casa, vou adaptando o espaço à minha pessoa. Reduzir coisas e coisas e coisas. Clarear,...