05 março 2007

Embalagem

E por falar em Helena Sacadura Cabral e programas da tarde na rádio, eles parecem-se perigosamente com as revistas que acompanham os jornais de fim-de-semana e com as revistas ditas femininas, de uma forma geral.

Essas revistas são habitualmente em bom papel, com um capas cuidadas, boas fotos, lindas cores e nenhum conteúdo. É só a embalagem.

Todas têm os mesmos temas: decoração de interiores (ideias lindíssimas e inexequíveis), moda feminina (roupa caríssima e que ninguém, no seu juízo perfeito, usa), um pouco da masculina (pretexto para publicar fotografias de homens), cosmética, psicologia (relações, muitas relações, muito amor, muito companheirismo, muito sexo, muitos lugares-comuns), puericultura (ou de como ficaremos para sempre escravos dos nossos maravilhosos e problemáticos filhos), relatos de mulheres bem sucedidas em profissões que ninguém sabe que poderiam existir, muito ligadas ao bem-estar espiritual, absolutamente indispensáveis nos dias que correm, objectos informáticos e/ou desportivos que apelam ao nosso consumo mais primário, crónicas que falam de comida, de assuntos de saúde, signos e coisas que tais.

Todos os fins-de-semana chego à conclusão que não devo ser nada feminina! Mas esse é outro dos tópicos preferidos dessas revistas!

3 comentários:

  1. GMaciel09:46

    :)
    100% de acordo, também eu me questiono se "aquilo" é ser feminina e se, de facto, devo interessar-me por assuntos tão (des)interessantes e (in)oportunos. :(
    :)
    abraço

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  2. lino13:44

    Não serão versões da "Maria" para não "sopeiras"?

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  3. Sofia Loureiro dos Santos16:12

    Penso que sim, Lino.

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