01 dezembro 2006

Dezembro

O dia amanheceu de cara lavada. Bach convida à meditação.

Começamos o mês da boa vontade artificial, da solidariedade encomendada e enfeitada, dos coros pouco celestiais.

Olhemos para nós, para o percurso da nossa vontade, dos nossos gestos diários, das nossas prioridades enquanto cidadãos. Dezembro é o exemplo do desperdício, do cinismo e da hipocrisia, da inveja e da ambição, de tudo o que é descartável e perecível.

Ainda estamos a 1 de Dezembro deste ano. Eu gostaria de estar já a 1 de Janeiro do próximo ano.


(Ilustração de Stefan Mart: christmas shopping)

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