04 dezembro 2006

Agonias

Augusto Pinochet e Fidel Castro, um na reforma outro na reserva como fantasma omnipresente: o mundo assiste à agonia lenta destes ditadores. Não tão lenta como a longa ditadura que ambos personificaram. Não tão agonia como a triste agonia de um sistema corrupto, pobre e desigual.

Também já se tinha assistido à morte lenta e arrastada de Francisco Franco, na tentativa de manter até ao limite um regime em estertor. Mesmo a morte de António de Oliveira Salazar foi adiada, esta em espírito, com a ventilação assistida protagonizada por Marcelo Caetano. Mas a ditadura portuguesa já estava em falência multiorgânica, sendo o desfecho irreversível. Como é o de Cuba.

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