03 setembro 2006

Pa(c)tos em marcha


Não há memória de rentrée política sem sugestões de pactos de regime, ou acordos entre governo e oposição. Desde a justiça, à economia, saúde e educação, já se propuseram acordos e pactos alargadíssimos e importantíssimos, sem os quais nenhuma reforma será possível!

Outro must são as marchas, corridas, maratonas, passeios e caminhadas em prol de qualquer grande e generosa ideia: o Bloco de Esquerda, que parece já ter perdido a capacidade de encantar os media, está a marchar pelo emprego! Talvez melhore as perspectivas de trabalho temporário dos massagistas e praticantes de podologia...

A falta de imaginação e de ideias a sério é confrangedora.

No entretanto, o PS prepara-se para desertificar tudo o que está à volta de Sócrates, reforçando o poder unipessoal e moldando o partido à sua imagem e semelhança, com os costumeiros yes-men, como Vitalino Canas, Pedro Silva Pereira e a inevitável inteligência parda de António Vitorino.

2 comentários:

  1. eremita16:59

    Os problemas são reais, não é preciso imaginá-los, precisamos de debate e participação. Claro que virtualmente é tudo muito mais fácil, é só teclar. O BE está a fazer o que muitos gabinetes de trabalho não fazem, monitorizar os problemas "in situ". É uma maçada...

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  2. Sofia Loureiro dos Santos21:17

    Concordo consigo quando diz que os problemas são reais. Mas não me parece que marchas, maratonas ou passeios chamem a atenção seja de quem for. Tornou-se num folclore ultrapassado. Precisamente porque, quanto a mim, o BE (e outros partidos) agita-se muito mas tem pouca substância.

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