
Há palavras que nos beijam
como se tivessem boca,
palavras de amor, de esperança,
de imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas
quando a noite perde o rosto,
palavras que se recusam
aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
entre palavras sem cor,
esperadas, inesperadas
como a poesia ou o amor.
(O nome de quem se ama
letra a letra revelado
no mármore distraído,
no papel abandonado).
Palavras que nos transportam
aonde a noite é mais forte,
ao silêncio dos amantes.
(poema de Alexandre O’Neill)
(pintura de Paulina Parra: And the words got in the way II)
De SM pasé a tu Blog. Y me encuentro con la misma idea, dicha de otro modo. Ni mejor ni peor. Distinto.
ResponderEliminarGracias por saber arrancar a la PALABRA tanta riqueza.
Un fortísimo abrazo.
Lindo :)
ResponderEliminarE é importante ir relembrando :)
Obrigada ao caminante e a sm. Espero que gostem de "caminhar" por aqui.
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