Apaguei véus e suspiros,
gotas e pedras. Só a raiz permanece,
essencial, mínima, germinal.
Da sombra a asa oblíqua,
o reflexo da luz invertida,
cósmica, fugidia.
Do joelho do tempo
o arco amanheceu.
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
20 março 2006
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