08 janeiro 2006

Untitled

Teimosamente, insisto em ver alguns programas que, por puro preconceito, tenho como interessantes, porque as pessoas que os integram são, à partida, pessoas interessantes.

Isto a propósito de “O Eixo do Mal”, na SIC notícias. Vejo-o todos os sábados e irrito-me sempre, de tal maneira a frustração é grande.

Com um ar “blasé” e sofisticado, de intelectuais modernos e espirituosos, aqueles personagens permitem-se dizer barbaridades com as certezas de um ego bem nutrido, comentários supostamente “giros” e irreverentes, gesticulando muito e dizendo piadas que só têm graça entre eles.

São estes os nossos pretensos intelectuais, de um pedantismo bacoco, que olham as pobres velhas desdentadas, despenteadas, gaiteiras, como se de peças de artesanato se tratassem, com paternalismo e distância, dando-se ao luxo de debitarem tolices que nós, estupidamente, estamos predispostos a ouvir.

Desisti. Vou superar o preconceito pseudo-intelectual.

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