20 dezembro 2025

Quadras de Natal (11)

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Salvador Dalí

 

Quero um Natal sussurrado

Entre as folhas dos pinheiros

Quero um Natal partilhado

Entre prados e cordeiros

 

Quero um Natal luminoso

Repassado de amizade

Um Natal bem carinhoso

Num sopro de humanidade

 

Quero um Natal de acalmia

Como quem cura uma ferida

Quero um Natal de harmonia

Numa festa merecida

 

E se o Natal se atrasar

Na memória de outra vida

O vento o irá buscar

Com a saudade escondida

 

E assim que o Natal chegar

De sonhos bem enfeitado

Será como o teu olhar

Presente tão desejado

01 dezembro 2025

Vozes para o "Novo Cancioneiro"


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XV.



 

Faze que a tua vida seja o que te nega.

A luta é tua: fá-la.

Agora, os sonhos em farrapos,

melhor é a luta que pensá-la.

 

Ergue com o vigor do teu pulso;

solda-o em aço.

E da tua obra afirma:

– Sou o que faço.

 


 

 

Este e outros poemas do Novo Cancioneiro, ditos por Natália Luiza e Maria João Luís, numa tarde de domingo, após uma curtíssima palestra sobre os poetas neorrealistas.

 


"VOZES PARA O "NOVO CANCIONEIRO" - recital integrado na exposição (inaugurada a 29 de novembro) "Espelhos de Ver por Dentro: o Teatro no Neorrealismo português", no Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira (Curadoria e Programação: Miguel Falcão).




Se todos os nossos líderes ou candidatos a tal ouvissem mais poesia e mais música, visitassem mais exposições, assistissem a mais peças de teatro e vissem mais cinema, tivessem mais conhecimento de como se constrói uma cultura e se consolida uma comunidade, a nossa sociedade seria muito mais decente.


25 novembro 2025

Os 50 anos do 25 de novembro de 1975

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25/novembro/1975


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19/julho/1975


 


A 25 de novembro de 1975 houve um movimento de rotura nas Forças Armadas, entre os militares moderados e os de extrema esquerda, que não chegou a um enfrentamento militar e civil devido ao importantíssimo papel de Ramalho Eanes, de Melo Antunes, dos restantes oficiais que lhe estavam agregados e do, evidentemente, Presidente da República Costa Gomes. A partir daí foi possível retomar o rumo da consolidação da Democracia, inaugurada a 25 de abril de 1974.


Tudo isto é conhecido, há documentos, há ainda protagonistas vivos, de ambos os lados ideológicos - os que defendiam uma democracia liberal e os que defendiam um totalitarismo socialista, cuja referência (e apoio) era a União Soviética.


Se os militares tiveram um papel crucial nesta evolução democrática, também a sociedade civil o teve, com a mobilização de todos os que acreditavam nas promessas de abril. E dentre os movimentos da sociedade civil destacaram-se o Partido Socialista e o seu Secretário-geral Mário Soares.


Não posso entender, nem aceitar, que o Partido Socialista se deixe arrastar e confundir com a narrativa de quem, em 25 de novembro, tenha falhado na sua ânsia de voltar ao 24 de abril de 1974 e a um país onde se podiam proibir partidos políticos, nomeadamente o PCP.


Não posso entender, nem aceitar, que as devidas comemorações do 25 de novembro, uma das datas símbolo que fizeram o caminho democrático em Portugal, nos últimos 50 anos, esteja a ser apropriada pela direita revanchista, que foi uma das perdedoras do 25 de novembro.


Não posso entender, nem aceitar, que dirigentes e militantes socialistas não ergam bem alto a bandeira que por direito lhes cabe, de terem sido centrais na defesa do Portugal onde vivemos, deixando que outros, assumindo um papel que não tiveram, tentem transformar o 25 de novembro na data primordial do regime.


No 25 de abril, após um golpe militar, a liberdade foi restaurada. No 25 de novembro, após o levantamento dos moderados do MFA, com o apoio da população liderada pelo Partido Socialista, voltou-se ao projeto delineado a 25 de abril - liberdade, democracia, descolonização e desenvolvimento.

14 outubro 2025

Ao décimo terceiro dia do mês de outubro

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Isabel cresce feliz
Treina palavras e voz
Trabalha como aprendiz
Refaz laços cria nós


Isabel mora comigo
Na memória que me resta
Nos seus olhos um abrigo
No seu abraço uma festa


Isabel conta-me um conto
De uma vida de encantar
Cose os fios que desmonto
Para depois remontar


Isabel ensina às flores
O voo das borboletas
Desenha risos e cores
Vai na cauda dos cometas


Isabel acende a esperança
Deste mundo que entristece
Pelos sonhos em que dança
Com o destino que acontece

11 outubro 2025

Ao voto!


 


Nada de encolher os ombros.


Nada de vociferar.


É a festa da democracia.


É a nossa vez.


Decida, escolha, vote.


Não se resigne.


Nunca desista.


 



SMS grátis para 3838 (escrevendo RE espaço nº de BI ou CC espaço Data de Nascimento no molde AAAAMMDD). No estrangeiro pode enviar um SMS para +351962171000 (escrevendo RE espaço nº de BI ou CC espaço Data de Nascimento no molde AAAAMMDD).

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Enquanto

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John Singer Sargent, 1919


 


Guerra irsraelo-palestiniana - um eufemismo para o genocídio a que todos assistimos em direto. O acto terrorista e insano não justifica um genocídio, nem a ocupação militar dos territórios quer Israel sempre cobiçou. A lei dos messiânicos é uma lei de paus e pedras empapados de sangue.


A guerra entre a Ucrânia e a Federação Russa. Putin é o invasor. A Europa está, de novo, à beira da guerra, não vale a pena fingir que não vê, que não sabe.


Uma criatura tresloucada e perigossíma à frente dos Estados Unidos, os pogroms iniciados com imigrantes, ouvindo-se já impropérios contra judeus, odiar o vizinho que limpa a casa, recolhe o lixo, que traz comida, conduz quem quiser aonde quiser.


Os campos de detenção, a violação de telemóveis, a perseguição de jornalistas e Juízes, a censura. Outro tresloucado perigosíssimo, acalentado pelo primeiro, destruindo aquilo que de mais importante se descobriu e implementou no mundo em prole da saúde, opondo-se a vacinas, anunciando que o paracetamol causa autismo.


Um ministro português, neste caso da defesa, a classificar cidadãos portugueses, presos em águas internacionais, não tendo feito nenhuma ilegalidade ou crime, como amigos do Hamas e por isso, subentende-se, até lhes fez bem. Um governo e um Presidente da República que não se levantaram em uníssono para defender esses portugueses, fossem o que fossem, politicamente ou outra coisa qualquer. A certeza de qualquer cidadão fora de Portugal, que o seu País não o defenderá, apoiará, seja em que situação for.


Os Venturas originais e copiados a crescerem, a crescerem, ao colo de tanta pseudo informação com pseudo entrevistas.



(...)


enquanto tudo isto acontecer, e o mais que se não diz por ser


verdade,


enquanto for preciso lutar até ao desespero da agonia,


o poeta escreverá com alcatrão nos muros da cidade:


ABAIXO O MISTÉRIO DA POESIA


(António Gedeão)


Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...