30 novembro 2017

Prosas Bíblicas - Biblioteca Camões (2)

Não sei se pelo nome do livro, mas São Pedro resolveu brindar-nos com um fim de tarde de temporal e trânsito infernal, correspondendo a tantas preces que há tantos dias todos faziam.


 


Mas nem assim se desmobilizou a manifestação de carinho com que me brindaram, a mim e a todos os responsáveis pela concretização de mais esta aventura - Graça Morais, que cedeu a imagem para a capa e contracapa, Fernando Pinto do Amaral, que prefaciou e o apresentou, José Teófilo Duarte, pela edição e realização gráfica, Natália Luíza, que lhe deu voz,e Manuel d'Oliveira, que lhe emprestou música e encanto.


 


Foi um fim de tarde inesquecível. Muito obrigada a todos, com um agradecimento especial à Biblioteca Camões e a Lithales, o nosso anfitrião e autor das fotos.


 


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Prosas Bíblicas - Biblioteca Camões (1)

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Falta-nos um dilúvio, Senhor Deus, um dilúvio de palavras e de estrelas que nos acalentem e nos guiem. Faltam-nos cajados de serpentes e ramos de oliveira para remarmos na água turbulenta dos anseios, mergulhados nos corpos, nas mágoas, nos filhos, nas mulheres, nos homens, em todas as coisas vivas ou mortas com que nos brindas diariamente, pelos infinitos que não conhecemos com os finitos que nos impões, por capricho ou por castigo.


 


Faltam-nos os gestos, Senhor Deus, com que oferecemos os frutos da razão, entrincheirados nos ruídos do mundo, nas mais diversas necessidades desnecessárias a que nos obrigamos e acrescentamos, entulhando as almas de detritos e tédios supérfluos.


 


Falta-nos a terra, a chuva, a luz do pão da partilha, dentro dos círculos que traçamos para a quietude da revolta, para a tranquilidade das tempestades com que ciclicamente nos dilaceramos. Faltam-nos árvores e fios de prumo, as geometrias de um universo que vamos trilhando, horizontes desconhecidos de mãos, de olhos, do fogo lento no amor que nos negamos.


 


Sobram-nos espaços de solidão em que o silêncio rasga os leitos e as janelas de tantos outonos cobertos da cinza do abandono, rugas que cavam o tempo, caminhos que se encurtam de medo, de luto, de esquecimento.


 


E no entanto, Senhor Deus, cada olhar que retenho, cada abraço que aconchego, a cada voz que se eleva em miraculosos sons irrepetíveis, a cada mundo que habito apenas porque me dou, me dispo, me sonho, a cada verso que escrevo, vou percebendo que a enorme e misteriosa arte de te saber ausente e presente, não é mais que o holograma do meu pensamento, tão divino e inconcebível como o mais humano dos seres.

20 novembro 2017

Tonada de Luna Llena

Não percam. Mesmo.


 



Simón Díaz


 


 



Caetano Veloso


Gilberto Gil


 


 


Yo vide una garza mora


dándole combate a un río,


así es como se enamora


tu corazón con el mío


 


Luna, luna, luna llena menguante


Luna, luna, luna llena menguante


 


Anda muchacho a la casa


y me traes la carabina


pa' mata' este gavilán


que no me deja gallina


 


La luna me está mirando


yo no sé lo que me ve,


yo tengo la ropa limpia


ayer tarde la lavé.


 


Luna, luna, luna llena menguante


Luna, luna, luna llena menguante

18 novembro 2017

Prosas Bíblicas

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PROSAS BÍBLICAS


 


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Editor: José Teófilo Duarte (Estuário Publicações) 


Autora: Maria Sofia Magalhães


Capa: Cortesia de Graça Morais (Série Perdiz, 2001)


Prefácio: Fernando Pinto do Amaral


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Lançamento a 28 de Novembro/2017 - 18:30h


Biblioteca Camões - Largo Calhariz 17, Lisboa


com


Natália Luíza


Manuel d'Oliveira


Fernando Pinto do Amaral


28 de Novembro/2017 - 18:30h


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