Longo Agostode ventos mudos
quente pleno
maduro.
Venham as chuvas
de Setembro.
(pintura de Cory Behara: leaf #1)
A vida é o que fazemos dela. As viagens são os viajantes. O que vemos não é o que vemos, senão o que somos. [Bernardo Soares - Livro do Desassossego]
Correndo mais uma vez o risco de ser insultada por acérrimos defensores da liberdade de expressão, vou falar novamente do caso Dalila Rodrigues.Adenda: totalmente de acordo com Pacheco Pereira
Em infinita discussão contigo mesmo,De facto o financiamento ilegal dos partidos políticos, a corrupção e, principalmente, a suspeição sobre a política e os políticos é grave e séria.
Mas talvez seja boa ideia, antes de reacções indignadas e moralistas de determinados partidos políticos, sobre o caso SOMAGUE, lembrarmo-nos de um certo Jacinto Leite Capelo Rego, a propósito do caso PORTUCALE e de algumas operações duvidosas envolvendo casas de bingo e de jogos de azar no Brasil.
É um assunto sério e grave, que atinge todos os partidos políticos e onde nenhum partido, portanto nenhum responsável partidário, é inocente.
O artigo é duro e demolidor, arrasando muito do que foi dito sobre a performance de Dalila Rodrigues nesse cargo, sobre as suas posições no que respeita a lei de financiamento dos museus, a sua pretensão relativamente à autonomia financeira do MNAA e sobre as suas posições anteriores, noutros aspectos da política cultural deste governo. É, sem dúvida, um ataque pessoal, que responde passo por passo ao que tinha sido divulgado nos media, fundamentado e concretizado.
Numa pesquisa pela Internet, dei apenas por dois blogues que reagiram a este artigo, acusando Luís Raposo de baixeza e apelidando-o de megafono da brigada do reumático.
Não conheço Dalila Rodrigues nem Luís Raposo, para além do que se lê na imprensa. Não tenho qualquer conhecimento especial da problemática dos museus portugueses, para além do que qualquer utilizador observa. Mas não posso deixar de comparar as críticas concretas de Luís Raposo com os elogios generalistas e generalizados a Dalila Rodrigues.
Quanto ao ataque pessoal, parece-me que quem foi insultado pela própria Dalila Rodrigues, que comentou o abaixo-assinado como uma forma de os signatários defenderem o seu lugar de directores, tem o direito de se defender. Ou não?
Isabel baralha as cores Dos seus mundos preferidos Partilha dias e flores Como sonhos prometidos Isabel fala com as fadas Ra...